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A biomimética pode ser a ferramenta de inovação que sua empresa precisa

“O que a natureza faria?”. Apesar de simples, pode ser revelador responder a esta pergunta. Ao mesmo tempo em que vamos nos confrontar com as próprias limitações da nossa humanidade, podemos entrar em um loop de culpas por decisões que só agridem o meio ambiente e, ao mesmo tempo, limitam nossa própria capacidade evolutiva. Mas calma, podemos ajudar. O curso Impact resgata a pauta que nunca deveria ter saído dos holofotes. A SPUTNiK convoca a responsabilidade social das empresas ao apresentar o passo a passo para serem  sustentáveis e, ao mesmo tempo, protagonistas que geram impacto e valor econômico positivos.

A seguir, vamos apresentar o conceito de biomimética, explicando como seus benefícios podem abrir portas revolucionárias para qualquer tipo de negócio.

Biomimética, um mindset para a inovação consciente

Das asas da libélula para micro veículos aéreos não tripulados. Dos ganchos de sementes para o velcro. Do formato do corpo do peixe cofre ao carro biônico. São exemplos de invenções que foram criadas a partir de um jogo instigante de mímica: a biomimética. Do grego bíos, que significa vida e, mímesis, que significa imitação, esta ciência engloba várias áreas do conhecimento — da engenharia à robótica. O termo foi criado em 1969, mas sua prática é muito anterior: o próprio velcro foi criado no final do século XIX,  a partir das indagações do engenheiro eletrônico suíço Georges de Mestral sobre a presença de sementes presas na sua calça após os seus passeios matinais com o cachorro. 

No decorrer dos séculos, cientistas de diversas áreas passaram a validar a natureza como um berço capaz de responder a todas às questões sociais, em qualquer época. Afinal, ela foi capaz de se reinventar durante todo esse tempo, a partir das suas próprias experiências com a evolução. Desenvolveu a resistência a partir da prática, entre outros aprendizados que, aos poucos, começam a ser utilizados como parâmetros de inovação. Ou seja, uma régua exata para medir até que ponto uma mudança gera, de fato, benefícios e outros valores estratégicos e sustentáveis.

Até que, hoje, encontramos um ambiente corporativo disposto a apostar na Biomimética como uma das maiores ferramentas de inovação dos nossos tempos. Atualmente, já reconhecemos a necessidade de um futuro cada vez menos manufaturado, tal como retrata o título desse artigo, que menciona as provocações trazidas não apenas pela biomimética, como também por diversas áreas do design cada vez mais conectadas com o meio ambiente. Também temos arquitetos que estão olhando para a ciência para pensar em cidades que estejam mais preparadas para o impacto das mudanças climáticas; entre outras propostas que vão das pequenas mudanças cotidianas até às respostas extraordinárias e que, conforme veremos a seguir, também estão totalmente ao nosso alcance.

Por onde começar 

Engenheira, pioneira em trazer da biomimética para o Brasil e CEO da consultoria Amazu, Giane Brocco enfatiza o teor democrático do conceito, que pode ser aplicado por empresas de diversas áreas e que estejam em momentos distintos de amadurecimento de negócios. “Hoje vivemos um momento do mercado em que estamos discutindo novos modelos de negócios e, até mesmo, novas lógicas para a economia. A Biomimética acaba conversando com quem já está vivendo esse diálogo e, aqui no Brasil em especial, podemos criar um celeiro de respostas inovadoras e conscientes a partir da observação da própria Amazônia e da riqueza de seu ecossistema. É algo que está ao alcance do olhar de todos”, celebra. 

Nesse TED, Giane também enumera diversos exemplos de soluções concebidas a partir da biomimética, que são ideais para se inspirar:

Mas, por onde começar? Temos algumas dicas que, certamente, já podem colocar a sua empresa a caminho de uma revolução consciente e de alto valor estratégico. 

  1. Situe o corpo como um bioma vivo de possibilidades 

Incentive a conexão do seu time com o meio ambiente. Ações de Team Building que tenham um olhar para a natureza, incentivando que os colaboradores enxerguem, uns aos outros e a si mesmos, como organismos biológicos que oferecem infinitas possibilidades de criação. Se estamos buscando inovação em asas de borboletas, em formas de corpos de peixes e em outros elementos de outros animais, identificar nossas capacidades de integração — tal como um verdadeiro bioma —, mutabilidade, como os camaleões,  e de fortaleza — dos nossos ossos até às nossas capacidades de resiliência —, estaremos mais abertos a processos mais criativos e engajados em equipe. Antes da inovação,é necessário uma mudança de mindset. Pensar a nós mesmos como tecnologias naturais é o primeiro passo. 

  1. Amplie as formas de olhar

Não é preciso ter uma área formulada de responsabilidade social voltada à sustentabilidade — ainda que, ao adotar a biomimética, haverá, de forma inevitável, a necessidade em ter uma equipe capacitada para se dedicar ao tema. Mas a biomimética desafia a um olhar sistêmico dos processos da empresa. Prepare-se para rever todas as tomadas de decisão realizadas até aqui. Reflita sobre o que já foi feito para otimizar processos. 

  1. Traga para o centro a Experiência do Usuário 

A Amazu, empresa de Giane, é parceira da SPUTNiK, e juntas criamos estratégias para sensibilizar as empresas do poder da biomimética através de cursos corporativos. “Entendemos que os líderes são fundamentais para a implementação de processos inovadores nas empresas. Logo, resgatamos, com eles, a ideia de implementar impactos positivos, e isso acaba passando, de forma inevitável, para a própria relação com a experiência do usuário que deve ser repensada pela empresa”, conta.  Vale lembrar que vivemos um momento em que temos consumidores cada vez mais conscientes dos deveres sociais das empresas, inclusive no que diz respeito à sustentabilidade. Ao mesmo tempo, temos usuários cada vez exigentes quanto à experiência durante todo o seu relacionamento com as empresas. Centralizar a Experiência do Usuário nos propósitos dos negócios, nos aproxima cada vez mais das possibilidades da biomimética, uma vez que estaremos mais atentos à diversidade de demandas que nosso público quer — e cujas respostas encontraremos, com mais disposição e criatividade, na própria natureza.

A Biomimética já está entre nós há muito tempo, mas só recentemente passou a ser reconhecida como uma zona de oportunidades inovadoras. Quem investir nela, portanto, terá em mãos um arcabouço de possibilidades que podem levar a capítulos surpreendentes para a empresa, alcançando uma posição de destaque por investir em mudanças que, além de agregar novos valores, também impactam de forma positiva toda a sociedade. 

Reconectar-se com a natureza para buscar oportunidades pode ser um caminho para reconectar-se com os propósitos do que somos — e do que fazemos.   

Habilidades do futuro no presente da sua empresa: é agora ou nunca

Um boost a conhecimentos que já temos incorporado ao nosso desenvolvimento, ainda que estejam adormecidos ou presos às nossas próprias inseguranças. São as famosas habilidades do futuro, tão necessárias aos dias de hoje. Despertá-las em nosso mindset, no entanto, ainda é um desafio. Mas nada que seja impossível. Ao menos é essa perspectiva que trabalhamos dentro das Universidades Corporativas. Com ela, a SPUTNiK desenvolve uma curadoria customizada ao momento e às necessidades do seu time. E quer melhor momento para pensar nisso do que esse ano recém-chegado?

A seguir, vamos conhecer as habilidades do futuro que, ao ganharem os holofotes, já se tornaram onipresentes a ponto de trazerem o que era o amanhã para o nosso cotidiano.

Muito além do hype: habilidades do futuro já pertencem ao nosso hoje

Carros voadores, robôs como assistentes pessoais, máquinas do tempo. 2020 já foi um berço de ideias para inúmeros escritores de ficção científica e diretores de Hollywood. Agora que chegamos ao famigerado ano, observamos que quase tudo permanece no plano das conjecturas, ainda que estejam próximas, de certa forma, a um futuro não tão distante. É só resgatar outra ficção, a série Black Mirror, e identificar em seus episódios situações e tecnologias que já estão presentes no nosso dia a dia — não é à toa que a expressão “Isso é muito Black Mirror” não demorou muito para representar a síntese das contradições que vivemos, em que falamos sobre um futuro que, de certa forma, já está incorporado no nosso presente.

Hoje já temos empresas que investem em planos estratégicos para treinar times inteiros diante dos desafios da transformação digital. E cursos que por vezes trabalham com habilidades que vão muito além da técnica de criar e manusear tecnologia: estão focados, sobretudo, na capacidade de interpretá-la.

Inputs para correr atrás do tempo perdido 

A seguir, vamos relembrar quais são as dez principais habilidades do futuro, a partir das percepções do Fórum Econômico Mundial e de outros centros especializados na temática, em ordem crescente de importância. Para cada habilidade, selecionamos dicas de como despertá-la dentro de você:

10º lugar: Flexibilidade cognitiva

Envolve sair da zona de conforto. Pensar fora da caixa. Estar disposto a expandir a mente, ampliar as formas de exercitar o pensamento e a correr atrás de aprendizados que ainda não domina. 

Como desenvolvê-lo: Adote um mindset voltado ao Lifelong Learning. Fuja do comodismo e atualize-se constantemente com livros, cursos e eventos relacionados à sua área de atuação. Além disso, busque aprender habilidades novas e que não estejam necessariamente relacionadas à sua carreira profissional. Pode ser uma receita nova, um instrumento musical, um esporte. Amplie suas noções de conhecimento, entrando em contato com aprendizados não convencionais. 

9º lugar: Negociação

Consiste no gerenciamento de conflitos. Hoje vivemos um contexto de trabalho formado por equipes cada vez mais diversificadas — e isso é muito bom. Mas ideias muito diferentes, por vezes, podem levar a discordâncias que, se não forem bem administradas, geram um desgaste energético desnecessário, afetando a produtividade do time. Daí a importância de ter uma boa capacidade de negociação, uma skill que deve estar presente do colaborador ao gestor. 

Como desenvolvê-lo: Pratique a escuta ativa. Aprenda sobre comunicação não violenta e outras propostas de gerenciamento de conflitos, sobretudo no lugar do trabalho. Ao se colocar no lugar do outro e compreender discordâncias como uma etapa natural de nossas vivências profissionais, negociar torna-se uma prática mais eficaz e, principalmente, mais leve, já que deixamos de atribuir à prática um peso desnecessário, tão comum em ambientes em que não nos sentimos à vontade para discordar. 

8º lugar: Orientação de Serviço

Vivemos a era do Customer Success, em que a experiência do usuário importa a ponto de ser um valioso recurso competitivo para uma empresa. A orientação de serviço é a disposição para servir, oferecer as melhores alternativas para o cliente e para os próprios companheiros de equipe. 

Como desenvolvê-lo: Leia mais sobre a experiência do usuário e como o conceito está impactando os processos das empresas. Pratique a arte da gentileza e questione-se sobre quais esforços você está realizando para tornar a jornada do seu colega tão agradável e prática quanto você tenta para a sua própria? 

7º lugar: Julgamento e tomada de decisão

É a capacidade de dar a última palavra em situações de alta complexidade. É uma habilidade que ganha destaque diante dos desafios técnicos da transformação digital e da aceleração de processos. Se hoje discutimos cada vez mais o peso das metodologias ágeis nas empresas, é necessário ter uma atitude dinâmica, lógica e assertiva diante dos problemas cotidianos. 

Como desenvolvê-lo: Faça exercícios mentais em que você deve assumir uma atitude proativa a diversas questões do cotidiano, envolvendo hipóteses que ainda não viveu mas que são possíveis de sair do plano das ideias. Não fuja da responsabilidade no dia a dia, tente ser a pessoa que está envolvida na tomada de decisões da equipe. Estamos diante de uma habilidade que pode ser desenvolvida por cursos, mentorias e palestras, mas sua principal fonte de aprendizado, com certeza, vem da prática. 

6º lugar: Inteligência Emocional

Entre as habilidades que já são requisitadas hoje, a inteligência emocional é uma das principais e está relacionada com a nossa capacidade de gerenciar emoções conflituosas entre si em situações de muito estresse.

Como desenvolvê-lo: Em primeiro lugar, busque sempre o autoconhecimento. Tente filtrar de tempos em tempos o que funciona e o que é melhor deixar para trás. Faça exercícios físicos, procure métodos de meditação, tenha um tempo para você. E uma vez que estiver preparado para entender mais sobre o seu próprio lugar no mundo, pratique a empatia, ao estudar um pouco mais sobre as pessoas que estão ao seu redor. Hoje, temos livros e cursos que ajudam nesse processo, com universidades corporativas que entendem que, antes da técnica, é preciso fortalecer o olhar humanizado sobre o trabalho. 

5º lugar: Coordenação com os outros

É a capacidade de desenvolver relacionamentos interpessoais consistentes, saudáveis e produtivos. Em outras palavras, a capacidade de trabalhar em equipe, mais uma habilidade que ainda não conseguimos ensinar às máquinas e que, portanto, torna-se muito valiosa entre os profissionais mais almejados pelo mercado. 

Como desenvolvê-lo: Invista em ações de Team Building. Como colaborador, esteja sempre atento a estratégias de colaboração e de gerenciamento de conflitos. Pense no colega como alguém que está com a mesma missão em mãos e não como um concorrente. Tenha em mente que, antes de tudo, vocês têm metas a cumprir e isso só será possível se puderem garantir uns aos outros autonomia, conforto e espaço para compartilhar anseios e sugestões. 

4º lugar: Gestão de pessoas 

Estamos vivendo uma era de ressignificar processos de trabalho e isso não é diferente quando paramos para pensar sobre o futuro dos relacionamentos interpessoais no ambiente corporativo. Mesmo sem ocupar um cargo de gestão, o profissional do futuro precisará estar atento com as nuances das relações entre seus colegas, aprendendo a cultivar a motivação e o bem-estar, mesmo em períodos de grandes desafios. 

Como desenvolvê-lo: Fortaleça a cultura de pessoas da empresa. Isso mesmo, em tempos de transformação digital procure estar em dia com as novidades sobre os principais desafios e soluções da área de pessoas. 

3º lugar: Criatividade

A capacidade de conectar ideias diferentes, de fontes diferentes. E, a partir disso, gerar novos insights que, muitas vezes, vão se transformar em respostas inovadoras para os negócios. É uma das capacidades que justificam por que sempre estaremos à frente dos robôs. Afinal, ainda não aprendemos a programar máquinas para que desenvolvam algo tão complexo, e humano, como o potencial criativo.

Como desenvolvê-lo: Seja amante da arte. Leia livros, vá ao cinema, inscreva-se em cursos culturais. A cultura tem o potencial de expandir nossos parâmetros sobre o que é conhecimento, sendo algo primordial para que, nas situações cotidianas do trabalho, haja menos amarras diante de alternativas não convencionais de resolução de problemas. 

2º lugar: Pensamento crítico

É o uso do raciocínio e da lógica para criar argumentos favoráveis e contrários a qualquer situação. É uma habilidade valiosa porque, em situações de alta complexidade, esgotar os prós e contras pode ser o único caminho para encontrar a resposta mais completa ao que precisamos. 

Como desenvolvê-lo: Pratique a arte de questionar a si mesmo e aos outros constantemente. Leia e faça cursos que ajudem a dar mais confiança e consistências aos seus posicionamentos, uma vez que, quanto mais há um aperfeiçoamento técnico em relação aos desafios profissionais da nossa área, conquistamos mais confiança para fazer análises críticas de situações que, ao final, estarão nas nossas mãos para serem resolvidas.  

1º lugar: Resolução de problemas complexos 

A habilidade que lidera a lista tem tudo a ver com as mudanças da transformação digital, que atingiram um status permanente de fluidez e atualização — que nem sempre é possível acompanhar a tempo. O desafio é resolver questões com as quais nunca nos deparamos anteriormente. A resolução de problemas complexos é uma qualidade que se aperfeiçoa no decorrer dos anos, acompanhando a evolução profissional e nossa capacidade de aprendizado.   

Como desenvolvê-lo: Desafie-se constantemente. Exercite o cérebro com atividades lúdicas que incentivem raciocínio lógico e rapidez diante de problemas complexos. Em equipe, trabalhe com ações de Team Building que instiguem o uso de diversas competências cognitivas, ao mesmo tempo em que fortalecem o relacionamento da equipe, algo que será fundamental na hora em que for necessário o trabalho coletivo para resolver os maiores desafios do trabalho. E, por fim, não deixe de aprender, jamais. 

2020 já bateu à nossa porta, mas não precisamos entrar em pânico. Vimos que as habilidades do futuro, em grande parte, estão relacionadas a desafios que já estão intrínsecos ao nosso DNA. Resiliência, capacidade de aprendizado e adaptabilidade são algumas das coisas que temos em comuns com nossos antepassados. Hoje, só precisamos encaixá-las aos passos da valsa techno eletrônica que vamos dançar amanhã. Até lá, ainda há tempo de ensaiar — mas não muito, viu? 

De onde vem as boas ideias? Descubra como acabar com o bloqueio criativo

Você se assusta quando dizem que estamos na era da criatividade? E ao se olhar no espelho entra em pânico porque não bota fé no seu gingado para resolver problemas complexos? No curso Processos Criativos, a equipe da SPUTNiK combate a síndrome do impostor, ajudando equipes e profissionais a protagonizarem uma das fases mais instigantes e cheias de possibilidades que vivemos hoje no mercado. Trabalhamos os principais pilares esperados do profissional do futuro em aulas que abusam da neurociência, da arte e dos processos criativos para despertar o pensamento crítico e voraz que está adormecido em cada um de nós. 

A seguir, vamos contar o que é o bloqueio criativo e por que você nunca está sozinho quando ele bate à sua porta. 

Bloqueio Criativo: o que é e sua engenharia reversa

É a tela em branco, que chega a piscar diante de nosso olhar cansado. É a dificuldade em preencher a primeira linha do caderno. E é, até mesmo, a reunião em equipe que não sai do lugar, pois estão todos se afogando no mesmo problema. Estamos diante do bloqueio criativo, um problema que assume diversas roupagens e aparece, quase sempre, sem pedir licença, sem momento e endereço certos. E todos nós estamos sujeitos ao bloqueio, principalmente em uma época em que somos acionados, a todo momento, a encontrar respostas rápidas para situações complexas, o que pode gerar a ansiedade, estresse e desespero ideais para que um buraco vazio surja em nossa mente. 

Podemos, no entanto, identificar alguns motivos que acabam levando à ausência de ideias e inspirações. 

  • Perfeccionismo

Um mal que também está na raiz de muitos problemas nossos — e que afetam a produtividade. Em algum momento, esquecemos do famoso mantra “melhor feito, do que perfeito” e somos acometidos por uma crise que não parece ter fim, em que esboços substituem outros até que chega um momento em que não conseguimos pensar em uma nova versão e, sem nos darmos conta, estamos acometidos pela febre da ausência de ideias. 

  • Procrastinação 

A procrastinação e o bloqueio criativo são situações que estão entrelaçadas; enquanto a primeira pode acontecer pela nossa incapacidade de encontrar uma saída diante do primeiro bloqueio em que esbarramos, a segunda também ocorre quando, diante da complexidade do que precisamos fazer, recorremos a atividades compensatórias, mas em momentos inadequados. E, ao ensaiarmos uma volta ao batente, já estamos presos em um loop de ações que nos tiram, definitivamente, fora do caminho que nos levaria ao foco que, provavelmente, desbloqueariam nossas ideias.  

  • Baixa autoestima

A falta de confiança é uma verdadeira caixa de Pandora. Quando a abrimos, saem problemas que formam uma névoa ao redor dos nossos pensamentos, levando-nos a simular as piores situações possíveis. Imaginamos que estamos sendo rejeitados graças à má qualidade do nosso trabalho, sentimos que ainda falta mais uma capacidade que nos leve ao primeiro passo — e acabamos entrando em um processo de aprendizado que sempre fica na teoria, escapando da prática diante do bloqueio de ideias.

  • A contraditória armadilha dsa múltiplas ideias 

Sim, ter muitas coisas em mente pode levar a uma rua sem saída. Podemos explicar esse paradoxo pela ansiedade causada pelo excesso de informação que carregamos e que, muitas vezes, ora nos deixa insatisfeitos, ora nos deixa indecisos. 

Algumas pílulas para sair do branco 

Felizmente, a criatividade — e sua perda — é um dos temas que mais atraiu a Ciência ao longo da História. Diversos filósofos, psicólogos, neurocientistas e profissionais de outras áreas dedicaram sua carreira a investigar de que forma o processo criativo ocorre, como podemos perdê-lo e, principalmente, o que fazer para resgatá-lo. No livro The Creativity Question, o psiquiatra Albert Rothenberg e o filósofo Carl H. Hausman, realizaram um compilado desses estudos famosos. Entre os textos, destaca-se o modelo do psicólogo britânico Graham Wallas, que estabeleceu quatro princípios por uma vida mais criativa e, portanto, mais imune a bloqueios:

Preparação 

Durante esta etapa, o problema a ser resolvido é investigado sob todos os seus ângulos, a partir do resultado de uma acumulação de repertórios individuais que nos permitem exercitar a mente para pesquisar, planejar e, por fim, encontrar elementos que vão contribuir para a libertação da nossa criatividade.

Incubação 

Temos um período de processo inconsciente, em que, se por um lado ocorre o que o autor define como fato negativo — ou seja, ainda não temos o problema resolvido, —, também vivenciamos o fato positivo, em que contamos com a aceleração de atividades mentais que, de forma involuntária, contribuem para que a solução esteja cada vez mais próxima. 

Iluminação

Os ingredientes já estão fervilhando na nossa mente. Agora é hora de dar mais um passo na receita: o momento em que passam a se formar os primeiros insights, que vão nos levar às nossas ideias maduras e criativas. Novamente, é importante ressaltar que elas vão surgir de forma livre e involuntária, mas depois de um longo processo de exercícios para que a mente produza associações entre nosso repertório pessoal e as próprias condições do ambiente. Apesar de ser uma etapa esclarecedora, Walls pondera, no entanto, que ela só acontece após tentativas frustradas de rascunhos associativos, e que podem durar longos períodos, e só terminam se persistimos na corrida. 

Verificação 

Aqui, retornamos a um momento consciente em relação aos nossos pensamentos, uma vez que precisamos validar os insights obtidos, uma ação que não pode ser involuntária. Verificamos se as respostas realmente condizem às nossas questões e, se não estão corretas, como podemos adaptá-las para que se transformem nas ideias que precisamos.  

E como podemos desenvolver o roadmap criado por Wallas? Há muitas práticas que podem jogar ao nosso favor, atuando como verdadeiros gatilhos para a ação. A seguir, selecionamos o que consideramos serem as respostas mais contundentes para o bloqueio criativo. 

  • Se jogue no flow

Dê boas vindas ao tédio e aprenda a abraçar a dificuldade. Mas cuidado com os freios. No livro A Muse and a Maze: Writing as Puzzle, Mystery, and Magic, o escritor Peter Tuchi explora os caminhos para o desbloqueio da escrita, mas que são aplicáveis para encontrar a resposta para todo tipo de bloqueio. A partir de estudos da neurociência, da exploração de cases reais e dos depoimentos de diversos autores ao longo da História, além da própria vivência pessoal com o tema, Tuchi esboça o flow criativo que precisamos criar para combater o bloqueio criativo: crie objetivos, fuja de distrações, estabeleça um canal direto de feedbacks consigo mesmo e desafie-se continuamente. O importante é que, uma vez que os jogos comecem, não haja vontade de apertar o restart ou de voltar à primeira casa do tabuleiro. 

  • Disciplina

Compre um planner, estabeleça horários e adote o gerenciamento de tempo como uma atividade obrigatória para cuidar da sua criatividade. Estamos falando de um fator que, quase sempre, exige liberdade de escolhas na nossa vida, mas podemos ser livres com responsabilidade, não é mesmo? A disciplina não poda a nossa capacidade criativa, pelo contrário: faz com que criemos um relacionamento mais saudável, e realista, com as nossas ideias. 

  • Não reprima as suas paixões

Tenha em mente que o bloqueio criativo é uma situação que não acontece apenas naquelas tarefas que são apenas obrigatórias e, portanto, não nos causam qualquer tipo de satisfação. Sabemos que artistas são devotos às suas produções, por exemplo, mas são os que mais sofrem com o problema. Uma resposta, quase sempre, é desatar os nós. Não tema as ideias que prometem caminhos longínquos à nossa zona de conforto. Trabalhe o seu foco para capturar as múltiplas ideias fora da caixa e transformá-las em respostas que antes eram inimagináveis. Ao acostumar nosso cérebro a abraçar o inusitado, fortalecemos nossos neurônios a não temerem o bloqueio quando ele ameaçar bater à porta. 

  • Aprenda com a arte

Use e abuse de filmes, livros, peças teatrais, músicas, exposições de artes. Alimentar um repertório cultural ajuda a exercitar a mente, deixando-a preparada para as maratonas de ideias que precisamos ter ao nosso alcance no dia a dia. Ao mesmo tempo, a arte tem o potencial de ampliar nosso olhar em relação ao conhecimento, e ficamos mais aptos a estabelecer uma relação mais leve, fluida e livre com os critérios que adotamos para as nossas tomadas de decisão.

As dicas que acabamos de passar podem não ser a resposta definitiva para a erradicação do bloqueio criativo em nossas atividades, mas com certeza ajudam a torná-lo em um problema mais fácil de ser controlado. O importante é não deixar a peteca cair: insista sempre. E, acima de tudo, não transforme o bloqueio criativo em um fardo. Quando o trabalho não estiver rendendo, beba água, apague as luzes, e desconecte-se. Só não vale entrar em um estado permanente de hibernação, ok? 

Economia circular: uma nova forma de encarar o consumo (e a produtividade)

Extrair, transformar e descartar. Temos uma relação linear com os produtos que fazemos e consumimos, mas você já parou para pensar como adotamos um mindset tão diferente do que é adotado pela natureza e, até mesmo, por outras relações que temos na nossa vida? Essa é a provocação da Economia Circular, conceito que se baseia nos ciclos biológicos para pensar em formas de produção de capital que sejam, tal como o nome diz, cíclicos. A partir dessa lógica, em vez de materiais já manufaturados serem descartados após o uso, passariam por uma etapa de redesign que os levaria, novamente, para a cadeia de produção. 

Mas como absorver isso, de fato, no dia a dia da empresa? Com o Impact, a SPUTNiK ajuda a reprogramar o olhar sobre nossas relações com o que produzimos, consumimos e descartamos. A sustentabilidade assume o fio condutor da nossa trilha de atividades, e, ao final do curso, os alunos são capazes de identificá-la como um valor competitivo estratégico primordial para a inteligência de negócios. 

Agora, vamos entender mais a Economia Circular e por que ela é uma tendência que deve ser aplicada urgentemente. 

Economia Circular, um processo de ponta a ponta 

Embora esteja ganhando mais adeptos agora, essa prática não é recente, aparecendo pela primeira vez após a Segunda Guerra Mundial, quando já surgem estudos sobre os sistemas não lineares encontrados na biologia e suas possíveis interseções com o mundo tecnológico que estava começando a ser desenhado. Veremos a primeira aparição em estudos isolados da década de 1970, na Europa, até que, finalmente, em 1989, ele se popularizou com a publicação de um artigo dos economistas e ambientalistas britânicos David W. Pearce e R. Kerry Turner. 

A animação a seguir sintetiza, de forma bem didática, o ponto que levantamos anteriormente, ao demonstrar como a economia circular permite que os “produtos de hoje sejam transformados em recursos para o amanhã”, tal como contam.  

A Economia Circular se apresenta como uma resposta imediata aos problemas causados pela extração demasiada de recursos naturais. O modelo linear econômico contribui por agravar inúmeros problemas que temos com a natureza, além de causar um dispendioso gasto energético que também acarreta em despesas onerosas para a produção econômica. Segundo dados da consultoria McKinsey, há uma estimativa de que a mudança definitiva para um capitalismo baseado na economia circular acarretaria em $1 trilhão para a economia global até 2025, criando 100 mil novos empregos nos próximos cinco anos. E só o setor industrial, segundo a mesma pesquisa, economizaria $630 trilhões, anualmente, ao reduzir custos para matérias-primas. 

No Brasil, a Economia Circular já é uma realidade. Segundo uma pesquisa recente do Confederação Nacional das Indústrias(CNI), 76% do setor industrial é adepto de práticas cíclicas. 

CEO da MaterialLab, consultoria de inovação ambiental, Carol Piccin já ajudou empresas de diversos nichos a implementarem práticas de economia circular. Ela, inclusive, foi entrevistada na estreia de nosso podcast, que teve como tema a sustentabilidade nos dias atuais. Confira aqui o bate-papo completo. Para ela, o conceito não é mais uma novidade: ou as empresas passam a enxergá-lo como um fator de sobrevivência de negócios, ou ficarão para trás, uma vez que a responsabilidade ambiental passa a ser cobrada pelos consumidores, enquanto que o mercado, cada vez mais, passa a reconhecê-la como uma valiosa vantagem competitiva.

“Com os meus clientes, eu sempre parto da perspectiva do agora, até mesmo para enfatizar que as empresas que não estão investindo na economia circular estão ficando para trás, porque estão perdendo oportunidades de economizar dinheiro, fazer parcerias com outras empresas, e de gerar novos valores ao seu produto. Afinal,quando você descarta uma matéria-prima ou produto, você está realizando um descarte que,na minha percepção, significa descredibilizar, tornar algo em periférico e sem valor, tanto do ponto-de-vista monetário quanto de uso.”

Como começar o dia seguinte 

Na Economia Circular, temos diversos atores envolvidos e que fogem da lógica de sistemas econômicos usuais. A começar, é muito forte a presença do consumidor, uma vez que estamos lidando, quase sempre, com a reutilização de produtos que já foram comprados mas que, em vez de serem descartados, serão redesenhados em novas manufaturas — seja para a própria empresa, seja para parceiros ou stakeholders. Também temos os seguintes pilares que estruturam o conceito: 

  • Eliminação de resíduos e de poluição;
  • Produtos e materiais permanecem em ciclos de uso, ou seja, não passam pela etapa do descarte pois estarão, sempre, em processo de redesign;
  • Regeneração de sistemas, econômicos, e naturais. 

Para a aplicação da Economia Circular no nosso dia a dia, no entanto, como podemos começar? Selecionamos algumas questões que devem ser levadas em conta durante o planejamento:

1. Seja estratégico na escolha de stakeholders

Para a Economia Circular dar certo, é preciso avaliar todos os agentes que farão parte da equação de forma muito minuciosa. Isso porque, entre as críticas que são feitas à vertente, menciona-se sua dificuldade para sair do papel — já que há questões que podem sair mais caro ao final do processo, como a logística. No entanto, basta considerar os parceiros que, por se beneficiarem diretamente, estariam dispostos a assumir a frente de etapas que sua empresa não poderia onerar. Conhece alguma forma de reutilizar componentes recicláveis dos seus produtos? Que tal uma parceria, por exemplo, com cooperativas de reciclagem ou com indústrias que precisariam da matéria-prima para seus produtos e, portanto, estariam dispostas a fazer a sua coleta na casa dos consumidores? 

Como exemplo marcante, Piccin menciona a parceria desenvolvida com os Filtros Europa, empresa especializada em filtragem de água para uso doméstico. Se antes havia uma grande dificuldade em planejar o descarte das câmaras de filtragem contidas nos produtos (uma mistura de grãos de carvão, quartzo e dolomita, que juntos fazem a limpeza da água), a equipe do MaterialLab conseguiu desenvolver, com uma empresa de cimento, placas cimentadas com os resíduos do componente do filtro, que passaram a ser vendidas para a produção de azulejos que, inclusive, também revestiram as lojas do próprio Filtros Europa. “Aqui, tivemos ganhos econômicos, ambientais, estratégicos e até de reputação, já que o consumidor, ao ficar sabendo que até mesmo os grãos que filtram a água são reutilizados, passa a valorizar a marca como uma aliada do meio ambiente. Além disso, resolvemos o problema da logística, já que é a própria assistência técnica que busca essas câmaras na casa do consumidor, quando vai atendê-lo para uma troca usual do filtro”, conclui Carol. 

2. Pense em como o consumidor também protagonizará o movimento

A Economia Circular parte do princípio do resgate de produtos que, de outra forma, seriam descartados e se transformariam em lixo eletrônico. Mas como envolver o consumidor neste processo? A boa notícia é que estamos vivendo uma fase de grande conscientização ambiental, em que parte da sociedade tem desenvolvido uma atitude mais crítica em relação às marcas e como elas contribuem ou não para o meio ambiente.  Dessa forma, analise os pontos de contato que a empresa possui com o consumidor, de modo que a coleta do produto não seja uma tarefa que exija trabalho por parte do usuário e que, envolvido em diversas tarefas, acabará não se envolvendo com o processo. No caso do Filtro Europa, por exemplo, o consumidor descartava a câmara e entregava para a assistência técnica no ato da troca dos filtros, um processo padrão que já existia no relacionamento entre marca e usuário. 

3. A inovação como resíduo do processo 

A Economia Circular é uma ode a repensar os gastos materiais e energéticos dos modelos atuais de produção. Ok, mas e o que ela gera de inovação? Só a partir da sua proposta de criar novos produtos a partir de materiais já manufaturados, encontramos um olhar novo para diversos modelos de negócio, mas podemos considerar diversas possibilidades de reinventar o mercado, só a partir da aplicação das diversas etapas da Economia Circular.  É o caso de um trabalho de logística reversa, em que a fonte energética do transporte é elétrica ou de qualquer fonte renovável. Ou as metodologias ágeis que serão impulsionadas, a partir da necessidade de um retorno rápido dos produtos, para que sejam redesenhados em novos serviços. São infinitas as possibilidades mas, antes de se jogar na implementação desse modelo econômico, pense de que forma ela gerar soluções inovadoras para diversas questões da empresa. Esse processo de pivotagem pode gerar, até mesmo, insights para a resolução de problemas que, a princípio, sequer estavam relacionados à prática da Economia Circular dentro do seu contexto de negócio. 

Em um mundo cada vez mais conectado em redes e outras estruturas não-convencionais, está na hora de abandonarmos esse olhar tradicional sequencial. Esse é o maior legado da Economia Circular: ao colocar a sustentabilidade no centro do seu modus operandi, acaba por levantar diversos ensinamentos sobre produtividade e eficiência que não são válidos apenas para o consumo e descarte dos materiais ao nosso alcance, mas todos os processos criativos e laborais que fazem parte da nossa vida. Portanto fica a dúvida — e o chamado —:  o que está esperando para entrar nessa roda também?

A chave da transformação na sua empresa pode estar no mindset digital

Para você, a tecnologia é apenas uma ferramenta ou é o espírito do tempo em que vivemos? Com o Wild Wild Tech, acionamos entre empresas e colaboradores a concepção do mindset digital como um dispositivo de sobrevivência para as mudanças do mercado trazidas pela tecnologia. Por meio de cases, aulas e atividades diversas, a SPUTNiK apresenta caminhos que vão preparar o seu time para as novas eras.

A seguir, vamos contar o que é um mindset digital e por que ele é o ingrediente principal da receita para uma empresa do futuro.

O que é um mindset digital e por que ele é tão necessário? 

É muito mais do que saber como usá-la. É assumi-la como algo inerente ao nosso estilo de vida. Afinal, a tecnologia já está presente em todas as nossas atividades diárias e, mais do que isso, está por trás de nossas expectativas de acontecimentos cotidianos. Esperamos, ao abrir o e-mail pelo smarthphone, ter acesso às notícias do dia graças à newsletter que assinamos. Esperamos, diante do horário apertado para chegar a uma reunião, acessar um aplicativo que traga, em instantes, um serviço de viagem que vai nos salvar do atraso. Ou esperamos, graças a um kanban digital, avaliar, com antecedência, se vamos conseguir cumprir os prazos do projeto durante aquela semana, ou se será o momento de negociar, com o cliente, uma nova data de entrega. São situações em que não paramos para pensar o que nos possibilita resolver nossos problemas. A tecnologia já faz parte do nosso modo de tomar decisões. Desenvolver um mindset digital seria, portanto, exercitar uma relação que já temos naturalizada em diversas situações mas que, uma vez treinada pelo nosso cérebro, seríamos capazes de aplicá-la em todos os momentos do nosso dia a dia. Inclusive no trabalho.

Ter o pensamento preparado para o digital é saber, inclusive  separar o joio do trigo diante de tantas opções. Um relatório da consultoria Deloitte, ao elencar tendências para a transformação digital, traz soluções adotadas, ou que estão para serem adotadas, por empresas que já têm, incorporadas, a tecnologia no seu DNA, e estão mais seguras para realizar escolhas que podem, inclusive, ditar os rumos do mercado. Entre as companhias entrevistadas que já adotam inteligência artificial nos seus processos, por exemplo, 70% adotará uma cultura de nuvem, e 65% buscará o desenvolvimento de aplicativos que possam utilizar a mesma tecnologia. Há outras formas de aperfeiçoar os processos com o machine learning utilizado no dia a dia das empresas, mas, nesse caso, houve a identificação de que um match era possível com a cultura de nuvem. E isso é um exemplo de iniciativa inovadora que só é possível dentro de um ambiente corporativo em que, uma vez que há um mindset digital bem estabelecido, há uma clareza maior das necessidades tecnológicas dos negócios que vai levar aos insights que vão fazer toda a diferença, diante de alternativas que não seriam tão eficazes.

Dicas para implementar um mindset digital na sua empresa

Há muitas formas de desenvolver um mindset digital individual, e incentivar o mesmo em cada um dos colaboradores da empresa. Nesse momento, se ainda não existe uma tendência natural por estar atento às possibilidades oferecidas pela tecnologia, cursos e outras atividades de desenvolvimento pessoal ajudam a romper a barreira com o admirável mundo novo do digital. Mas antes de soluções concretas, o importante é exercitar formas diversas de atitude. A seguir, temos algumas dicas:

  1. Assuma um compromisso forte com a arte de simplificar

Antes de mais nada, pense em como otimizar o tempo, seu e da equipe. Gostaria de ter mais espaço na agenda para tarefas mais complexas que, muitas vezes, você não consegue começar por causa de outras menores? Há atividades que, você tem certeza, provavelmente já podem ser substituídas por um robô ou aplicativo? Avalie todas as atividades que vocês desenvolvem, fragmente-as nas etapas que as envolvem e, a partir disso, não tenha medo de contratar serviços que vão garantir uma liberdade maior para todos os colaboradores. 

  1. E, também, com a arte de semear: tecnologia ao alcance de todos

Não simplifique apenas no dia a dia. Adote esse movimento, também, para comunicar. E incentive todos da equipe a fazerem o mesmo. Uma empresa com um mindset digital coletivo só é possível se a tecnologia, de fato, estiver ao alcance de todos. Ou da compreensão de todos os colaboradores. Especialistas ou pessoas que realmente desenvolvem um mindset digital só são capazes de sê-los se, também, sabem tornar seu pensamento acessível para pessoas que ainda são leigas nos desafios diários — e sempre mutáveis – da transformação digital.

  1. É possível apertar o nó mais um pouco? Como integrar mais o seu time?

Pense que, além de um time competente, é necessário um time unido e em perfeita sintonia, com a empresa e entre si enquanto colaboradores envolvidos nos mesmo projetos. E sempre é possível melhorar. Faça, do monitoramento de team building da sua equipe, uma ferramenta para pensar em formas de integração mais eficazes, que fortaleça a cultura da empresa em cada um dos colaboradores. O compartilhamento de dados sobre os resultados, além de outras questões dos negócios, é o primeiro passo para garantir o envolvimento de todos e reverter isso, em entregas mais engajadas e produtivas. A partir dessa necessidade, você vai desenvolver uma relação mais natural com a análise de dados e, não demora muito, vai investir em softwares e outras ferramentas que vão ajudar nesse processo de integração do time. E em relação aos colaboradores mais novos, a tecnologia também pode ajudar, por meio de aplicativos, jogos e outras soluções que permitem uma interação mais dinâmica e completa na tão temida primeira semana do trabalho.

  1. O usuário no centro da roda 

Se você admite que vive uma vida digital, o mesmo vale para os seus clientes — e que, provavelmente, já entendem e esperam isso bem antes de você se dar conta. Imagine que o mindset digital que você quer desenvolver para respostas profissionais, entre o usuário, é um instinto para buscar quase todos os serviços e produtos que fazem parte do seu cotidiano. Reflita sobre como sua empresa está proporcionando uma experiência digital para o seu cliente e, a partir disso, busque pelas respostas da tecnologia que vão garantir o sucesso do usuário na busca por todas as suas necessidades diárias. Ao mesmo tempo, pensar no cliente também evita o investimento em jornadas tecnológicas que, ao final, não fazem sentido algum para ele. Faça disso um dos maiores compromissos do time — e que, de quebra, também ajudará a exercitar o mindset digital de cada colaborador.

  1. Sem medo de fazer do escritório um tubo de ensaio para a inovação

Uma experiência completa com a transformação digital só é possível se isso não envolver medo. Vivemos a era da experimentação. Para expandir o mindset, é necessário ter curiosidade e criatividade diante de uma realidade cada vez mais complexa. Ao mesmo tempo, uma equipe movida por métricas muito rigorosas pode ter um olhar equivocado diante do momento atual e futuro da empresa, ao enxergar resultados que só podem ser mensurados a curto e, pouquíssimas vezes, a médio prazo. Pensar fora da caixinha pode ajudar a ter um olhar mais firme sobre possíveis ameaças nos negócios. Por isso, alie a construção de um mindset digital de cada colaborador a um ambiente de trabalho que permite que ele possa questionar e desenvolver novas possibilidades para os negócios.

Com o mindset digital, sua equipe será capaz de tratar a tecnologia como algo que faz parte da família. Mais do que o domínio de suas complexidades técnicas e a compreensão dos processos analíticos necessários para sua implementação nos processos, a transformação digital também exige desenvoltura para perceber os seus sinais o quanto antes — algo que só é possível quando já temos um olhar treinado e aquela intuição que só é possível ter quando a nossa cabeça não pensa em outra coisa. Então, já sabe: digitalize-se.

Política de privacidade na internet na prática: qual o papel e a responsabilidade do mercado com nossos dados?

2020 será o ano em que vamos pautar a privacidade da internet. Afinal, é quando a Lei de Proteção de Dados entra em vigor no Brasil, enquanto observamos que as discussões sobre a coleta dos dados dos usuários estão cada vez mais calorosas, diante do aumento das preocupações sobre o uso político e econômico dessas informações por empresas e, até mesmo, pelos governos. Nesse sentido, ter uma política de privacidade prevista em lei é uma forma de lutar pelo direito à cidadania e à segurança de todos na Internet, mas sabemos que apenas isso ainda não é o suficiente. Deve partir das empresas a iniciativa de criar uma conscientização real sobre a temática, que não afeta apenas o relacionamento com o usuário, como também diz muito sobre como estamos protegendo os dados que geram valor ao negócio.

A seguir, vamos contar por que sua empresa precisa investir em uma política de privacidade para garantir direitos aos seus usuários e, ao mesmo tempo, proteger o seu próprio futuro no mercado.

O que é a Política de Privacidade?

Você até pode não ler o documento até o final, enquanto um usuário, mas ele está lá (ou, deve estar), acessível para você a qualquer momento. A Política de Privacidade é um documento em que a empresa divulga as diretrizes e os procedimentos que assume em relação a dados seus e a aqueles coletados entre seus usuários. Hoje, com as possibilidades diversas de coleta de dados do consumidor, há uma consciência maior sobre os riscos que isso pode trazer à privacidade e à segurança individuais.

Em 2018, tivemos dois episódios que trouxeram à tona a necessidade de uma política de privacidade na internet. Na Europa, as empresas precisaram correr contra o tempo para se adequarem à General Data Protection Regulation, ou GDPR, legislação da União Europeia para a política de privacidade das empresas, e que inspirou a Lei de Proteção aos Dados do Brasil, e outras leis mundo afora. Entre seus principais pontos, ela adota normas mais rigorosas para controlar a coleta e uso de dados civis por grandes players do mercado, como Google e Amazon. Mesmo que sejam estrangeiras, elas devem seguir a GDPR, uma vez que possuem negócios em solo europeu. O que já as levou a disparar e-mails sobre sua política de privacidade para usuários seus do mundo todo. Se você usa o gmail ou algum produto da Microsoft, por exemplo, já deve ter recebido uma mensagem sobre a atualização dos seus termos de privacidade. Como tiveram que se adequar à legislação europeia, muitas empresas de atuação global acabaram adotando práticas que afetam seu relacionamento com clientes no mundo todo.

Outro episódio que fortaleceu o debate foi o escândalo da Cambridge Analytica, consultoria que trabalhava coleta de dados com estratégia política. O pesquisador russo Aleksandr Kogan realizou uma parceria com a empresa e, a partir da criação de um quiz pelo Facebook, coletou informações diretas e indiretas de mais de 87 milhões de usuários, repassando-as para a Cambridge Analytica que, em um segundo momento, passou a utilizá-las para influenciar esses usuários a votar em diversos candidatos alinhados a seu direcionamento político e ideológico. O problema foi quando surgiram evidências de que havia uma ligação direta entre a empresa e o então candidato à presidência, Donald Trump.

O escândalo reacendeu várias questões, inclusive sobre o papel do Facebook na intermediação do acesso aos dados dos usuários da sua plataforma. E a partir disso, encontramos um movimento global em que, em muitos países, parlamentares, sociedade civil, Imprensa e outros setores da sociedade, passam a cobrar medidas mais seguras para os dados dos cidadãos na Internet.

Em 2018, no Brasil, tivemos a aprovação da Lei Geral de Proteção aos Dados (LGPD). Ela reconhece todos os indivíduos e organizações que estão envolvidos no processo, ao mesmo tempo em que define quais são os tipos de dados protegidos pela sua legislação.

Dos atores que a lei reconhece, podemos definir os seguintes:

  • Controlador: é o agente que pode definir como será a coleta e o tratamento dos dados que detém. Um exemplo é a empresa que vai vender um produto via seu e commerce ou com a contratação de outra consultoria responsável pelo cadastro dos dados dos consumidores. 
  • Operador: quem processa e trata os dados. Um exemplo são as empresas que cadastram as informações de consumidores que estão prestes a realizar a compra de um produto de outra marca. 
  • Titular: são os usuários, donos das informações que estão em jogo. 

Operadores e Controladores devem, portanto, responder à Lei. Podemos então, situá-los como empresas, enquanto o titular é o usuário, proprietário dos dados pessoais.

Do lado do usuário, teremos, portanto:

  • O direito de negar a coleta dos seus dados pessoais;
  • O direito de conhecer o uso da coleta dos seus dados pessoais.
  • corrigir dados que considerem incompletos ou desatualizados
  • solicitar que seus dados sejam bloqueados ou eliminados a qualquer momento. 
  • solicitar anonimização, ou seja, quando for acessar os serviços da empresa, o usuário tem o direito de navegar pelo site ou pelo aplicativo sem os cookies da internet, que são pacotes de informações que, geralmente, nos acompanham toda vez que acessamos uma página nova. E contém diversos dados nossos, como telefone e e-mail. 
  • solicitar que seus dados também possam ser portabilizados, isto é, transferidos para outras organizações que prestam serviços para ele. 

Do lado da empresa, a lei determina que: 

  • Tem o dever de pedir a autorização do usuário para a coleta de dados pessoais;
  • Tem o dever de informar qualquer problema ou ameaça à privacidade dos dados pessoais coletados do usuário
  • Ao encerrar os negócios, devem descartar as informações registradas sobre os usuários.  

E, por fim, a Agência Nacional de Proteção a Dados (ANPN) pode pedir às empresas, sempre que for necessário, relatórios de risco à privacidade dos dados, aplicando multas cabíveis quando identificar possíveis irregularidades.

Fazendo a nossa parte

Em agosto de 2020, a Lei de Proteção aos Dados entra em vigor. No entanto, não é recomendável deixar as mudanças na política de privacidade da empresa para a última hora. Afinal, há vários fatores que influenciam para que uma empresa se adapte de fato, como o seu tamanho, a capacidade para investir na transição, e até mesmo o grau de sua imersão enquanto uma empresa inserida na era da transformação digital. Mas, até que a mudança se concretize completamente, diversas soluções já podem ser implementadas, uma vez que fortalece a segurança nos processos e, ao mesmo tempo, fortalece a credibilidade com o usuário. Inclusive, o site ReclameAqui realizou uma pesquisa entre os consumidores, para entender o quão antenados estão com a nova lei. 10.285 usuários do Reclame AQUI responderam, sendo que 93,6% eram consumidores, e 6,4%, empreendedores. 88,6% dos consumidores estão preocupados com a segurança dos seus dados, e 43,5%, leem os Termos de Uso (que são equivalentes à política de privacidade que mencionamos). Isso demonstra que, apesar de ainda não estarmos em um nível ideal de conscientização (uma vez que 56,6% assinam os Termos sem lê-los), estamos caminhando para uma realidade em que os consumidores vão assumir um protagonismo maior na cobrança por uma internet mais segura para os seus dados.

A seguir, há um conjunto de requisitos, previstos pela LGPD, que podem gerar insights sobre como as empresas precisam se preparar para a Lei de Política aos Dados. A partir de cada item, é possível pensar em como elaborar uma política de privacidade que seja simples, acessível e completa para os seus clientes:

  • Finalidade: Segundo a lei, a empresa só pode usar os dados para um fim específico, que deve estar claro para todos desde o início. Logo, pense em como sua empresa definiu essa informação na sua política de privacidade. 
  • Adequação: O tratamento dos dados deve ser compatível com a finalidade do seu uso pelas empresas.
  • Necessidade: A empresa deve solicitar apenas os dados que são necessários para a prestação do seu serviço. 
  • Livre Acesso: usuários devem ter acesso ilimitado aos seus próprios dados. 
  • Qualidade dos Dados: garantia de que o usuário terá informações claras e atualizadas sobre informações do estado em que se encontra seu dado 
  • Transparência: empresas são obrigadas a informar, de forma prática e acessível, de que forma coletam e tratam os dados dos usuários. 
  • Segurança: empresas devem proteger dados dos usuários contra fraudes, vazamento e outros acidentes. 
  • Prevenção: as empresas devem adotar medidas de prevenção a possíveis problemas no tratamento dos dados, e informar quais são os procedimentos utilizados. 
  • Não Discriminação: dados não podem ser utilizados com o intuito de discriminar seus usuários ou promover perseguições políticas, sociais e ideológicas. 
  • Responsabilização e prestação das contas: uma vez que são detentoras da coleta dos dados, as empresas precisam assumir a responsabilidade do seu uso e de eventuais problemas que ocorram com sua integridade, apresentando os parceiros que também participam do tratamento das informações armazenadas.

Implementar uma Política de Privacidade na empresa pode ser uma tarefa árdua, mas será fundamental para estar em dia com a lei, ao mesmo tempo em que ganha pontos com o cliente, cada vez mais consciente sobre o valor político e econômico dos seus dados. Hoje, segurança também é um requisito para tomadas de decisão de compras. Por outro lado, a própria empresa será beneficiada ao ter a confiança de que está pisando em novos territórios tendo, nos seus bastidores, as melhores soluções de segurança em prática, assegurando a força e a integridade do que agrega valor aos negócios.

Como descobrir o que é sucesso profissional para você — e como chegar lá

Há quanto tempo, você não experimenta algo novo? Pode ser uma comida nova, uma banda que não conhecia, um caminho diferente para chegar ao trabalho e, quem sabe, até mesmo um desafio profissional totalmente diferente daquele pelo qual você se preparou durante quase vinte anos de estudo mas que, se encarar, pode despertar novos prazeres que você não imaginava que seriam tão importantes para enriquecer seu autoconhecimento. A ponto de reverter isso em um espaço mais produtivo e inovador para a sua empresa. Com o Vai lá e faz, a SPUTNiK ajuda a rever papéis tradicionais no trabalho, oferecendo práticas de autonomia e criatividade que vão revelar, em cada aluno, superpoderes que estavam ocultos graças às regras da cartilha convencional do trabalho. Com nosso curso, estar aberto a novas experiências e, por elas, colocar a mão na massa sem medo, será um caminho sem volta na trilha por uma trajetória mais criativa e prazerosa. E que vai ganhar novas rotas, inclusive, no que diz respeito em relação ao que entendemos como sucesso profissional. 

As perguntas que respondem o que é sucesso profissional

Já vimos listas de pessoas mais bem-sucedidas antes dos 30, pesquisas que são motivadas, inclusive, por fenômenos como a criação do Facebook por um ex-universitário. Ou por talentos prodígios das artes (como Mozart, que produziu seus primeiros grandes trabalhos quando tinha menos de dez anos de idade). Sucesso profissional, no nosso imaginário comum, sempre esteve associado a façanhas ou trajetórias fora do ponto da curva ou que, no mínimo, exigiram jornadas extenuantes e extraordinárias de seus protagonistas. A ciência também já quebrou a cabeça sobre o tema. Entre os seus conceitos que já ensaiaram para responder a questão, temos, por exemplo, a do ano milagroso:  

o momento em que cientistas, artistas e outros profissionais completam o quebra-cabeça das suas trajetórias, o que pode ser a descoberta de um teorema inédito, a realização de uma obra-prima artística ou, até mesmo, a criação de um negócio de grande valor estratégico competitivo. 

No entanto, estamos cada vez mais imersos em uma sociedade fiel a seus valores, que, muitas vezes, podem navegar contra a maré do conjunto de coisas que associamos ao sucesso, como estabilidade financeira. Esse ponto, inclusive, mostra como o sucesso profissional está sendo ressignificado, sobretudo, pelas novas gerações. Segundo uma pesquisa feita, em conjunto, pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas(CNDL), pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a geração Z (jovens nascidos entre 1995 e 2010) não tem apego a salários altos. Para 42%, sucesso profissional é trabalhar com o que gosta, seguido pelo equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, com 39%, enquanto 32% acredita que é importante obter reconhecimento pelo trabalho. Apenas 31% acredita que sucesso profissional é sinônimo de salários maiores. 

Dessa forma, temos uma sociedade que ainda é altamente competitiva, mas está mais disposta a ressignificar o que é sucesso. Que tal aproveitar-se do momento?

Um primeiro passo pode ser desenhar algumas questões que, lamentamos informar, só você pode respondê-las. Caso esteja em um momento em que é importante repensar o que é sucesso profissional para você, nada de preguiça: separe um caderno, uma caneta, e escreva as questões a seguir, com as respectivas respostas que você for criar para cada uma delas, a partir de uma jornada pessoal de autoconhecimento.

  1. O que é ser bem-sucedido?

O que é sucesso para você? Quando você imagina-se no pódio, a medalha de ouro no seu peito é por qual tipo de conquista? Ou, se você estivesse em uma capa de revista, seria por qual motivo? 

  1. O que traz brilho no olhar para você e, consequentemente, sucesso profissional?

Se dependesse de você, passaria horas exercendo essa atividade. Quando se refere a ela para os amigos, é difícil segurar a emoção ou o entusiasmo. Pode ser um hobby ou até uma área profissional em que você está inserido. Tudo é válido para fugir dos rótulos e encontrar o que realmente traz valor para você.

  1. Na minha balança, o que ajuda a equilibrar o sucesso pessoal e profissional?

O que você faz atualmente tem a ver com as conquistas pessoais que vão além do expediente de trabalho? O seu trabalho é o seu sonho? A pergunta pode parecer desafiadora e, em muitos casos incômoda, mas, se for utópica, está na hora de rever suas colheres. Afinal, você está vivendo, ou está apenas pagando os boletos? Caso se encontre em um abismo entre as duas questões, não tenha medo de recomeçar. Abuse de livros, cursos e mentorias que vão ajudar a monetizar o que realmente acelera o seu coração. 

  1. Quais são os valores que me movem? 

Se, tal como mencionamos, temos uma geração cada vez mais capacitada, mas exigente quanto ao lugar que querem ocupar no mercado, aprenda com esses jovens: pense na cultura de empresa em que está inserido e reflita se, ainda, realmente faz sentido para as crenças pessoais que moldaram sua personalidade até aqui. Se houver uma grande incompatibilidade, não tenha medo de acionar o sinal vermelho, e pensar em soluções que possam ajustar o problema, antes que ele traga efeitos colaterais maléficos, inclusive, para a sua saúde mental.

  1. Como é a minha lista de coisas que desisti por tempo ou por dinheiro? 

“Deixa só passar esse período, vou começar aquele curso de desenho”. “Até poderia pagar, mas tenho outras prioridades”…Quem nunca? Ao fazer uma revisão das coisas que você deixou passar por encontrar, sempre, prioridades que, no fundo, eram dispositivos de falta de coragem para correr atrás do que realmente importa, você pode levar um tremendo susto. Mas não caia da hora: nunca é tarde para correr atrás do que realmente importa. E refazer a trilha pode, até mesmo, trazer mais segurança para alcançar, de fato, o tão falado sucesso profissional.

Faça uma detox: hábitos para abandonar

Uma lista de boas práticas, para obter sucesso profissional, quase nem sempre é o suficiente para encontrar o caminho certo. Diversos hábitos podem nos levar para endereços errados que, com o tempo, revelam-se sem saída. É necessário estar preparado para identificá-los — e eliminá-los — o quanto antes. Selecionamos os mais desafiadores: 

Procrastinação

Há muitas causas para a procrastinação, que, quase sempre chega sorrateira e disfarçada de argumentos sedutores — mas que, a curto prazo, demonstram ser falaciosos e nocivos. Manter-se vigilante contra o problema pode ser um desafio espinhoso no início mas, acredite, vai facilitar e muito para que você tenha o foco e o gás necessários para correr atrás do que realmente importa. Instale aplicativos de gerenciamento de tempo, compre uma agenda, dê um tempo das redes sociais. Estude formas de fazer, da procrastinação, uma pedra fácil de ser tirada do seu caminho.

Acúmulo de tarefas e de funções

Aprender a dizer não pode ser, com certeza, um atalho para o seu sucesso profissional. Ao reconhecer que você não pode abraçar o mundo, novos caminhos são abertos para as tarefas que realmente devem ser prioridade. Portanto, delegar tarefas para os colegas pode ser um grito à liberdade que está armazenado aí há tanto tempo, ao mesmo tempo em que faz muito bem à saúde.

Viver com a agenda lotada — inclusive aos finais de semana

Ter a mente ocupada 24 horas em sete dias da semana não é nem um pouco saudável e, a longo prazo, prejudica a produtividade. Mesmo assim, estamos falando de um problema que é vivenciado por milhares de pessoas, que acabam sendo vitimadas por uma condição que até mesmo a Organização Mundial de Saúde já reconheceu como uma das principais causas de problemas muito sérios que comprometem a saúde física e mental no trabalho, o burnout. Respeite os sábados e domingos, e os reserve para famílias, amigos e, de novo, à experiência de coisas — aqui, entenda-se por viajar para novos cantos, assistir a um novo filme, ter contato com levezas da vida que ampliam a visão sobre o lugar que queremos ocupar no mundo, ao mesmo tempo em que aquecem o coração.

Dirija um novo olhar à ideia de meritocracia

Hoje, temos um ambiente corporativo mais sensível  em relação às desigualdades que permeiam nossas relações humanas em todos os âmbitos — político, econômico, social e, por que não, também afetivo. Dessa forma, a ideia de que é possível conquistar algo puramente por mérito, sem levar em conta os vieses e arbitrariedades que nos cercam, está cada vez mais ultrapassada, cedendo lugar a noções de equidade que nos ajudam a entender as nocividades de acreditar e defender que o sucesso profissional só depende do indivíduo, quando, para mulheres, pessoas com deficiência, negras e de outras etnias, a noção de meritocracia e as barreiras sociais que as acompanham, definitivamente, não conversam.

Saia da zona de conforto

Vivemos a era do Lifelong Learning Experience. Permita-se a não ficar de fora dela. A transformação digital já é uma presença marcante em nossas relações, inclusive profissionais. Não tenha medo de encarar técnicas que, anos atrás, você poderia  considerá-las aquém da sua capacidade de aprendizado. Aproveite a facilidade ao acesso ao conhecimento e tire, da gaveta, aquele sonho antigo de aprender coisas que, hoje, podem levar você a construir uma rota surpreendente rumo a sua ideia de sucesso profissional.

Não há uma fórmula exata para o sucesso profissional. Hoje, já aceitamos formas diversas de obtenção de conhecimento e de outras experiências de vida que, muitas vezes, fogem do clássico roteiro escola-faculdade-estabilidade-financeira. Abrace as surpresas da vida e arrisque sem medo. O importante é encarar a jornada como um aprendizado duradouro, em que o grande diploma é o baú de memórias que guardará, para sempre e a sete chaves, a essência do que somos e do que dá significado ao nosso lugar no mundo. 

Como o Processamento de Linguagem Natural faz o meio de campo no diálogo homem-máquina

Se você não tem curiosidade em saber o que explica a existência de assistentes de voz tão precisos, então você está vivendo a época da transformação digital de forma um pouquinho equivocada — e, lá na frente, vai se arrepender de não ter buscado respostas que, além de satisfazer essa pergunta, poderiam ajudar em outras situações cotidianas. Porque quase nada na tecnologia se cria: quase tudo se reconecta, e precisamos aprender a nos apropriar desse mindset. Só assim, seremos capazes de encontrar soluções que não apenas resolvam, mas, ao mesmo tempo, não nos deixem para trás, em um mercado cada vez mais disposto a seguir o ritmo das novidades constantes da tecnologia. Em Digitalize, apresentamos o abecedário desse Admirável Hoje Novo, em que o futuro não apenas bateu à nossa porta, como já entrou sem pedir licença.

A seguir, vamos conhecer os bastidores de voz e do pensamento em tempos de códigos e de bots. O Processamento de Linguagem Natural pode ser considerado uma mão na roda para diversas situações complexas com as máquinas. Mas uma vez que você aprende o seu bê-a-bá, já estará disposto a, inclusive, fazer desse dicionário do mundo digital uma matéria-prima para os seus próprios dialetos.

Decodificando o Processamento de Linguagem Natural

Acontece durante aquele atraso para uma reunião em um lugar que você nunca foi antes. Você entra no carro, ajusta o celular para perto do volante, mas está com pressa demais para digitar o endereço. Mas basta um clique e você é capaz de falar, ao celular, o destino que está buscando. A voz do aplicativo confirma e, em segundos, você tem a rota certa para o encontro.

Podemos até chegar a uma situação ainda mais simples: sabe aquele TED em inglês que ainda não foi traduzido, mas que estamos ansiosos para ver? A legenda automática está aí para nos ajudar. Ou, quando digitamos um número de telefone, o celular não demora a tentar acioná-lo, transformando dígitos em ligações.

Todas essas situações só são possíveis graças a uma ferramenta de mediação entre nossos desejos e ordens humanos, e a complexa rede de entendimento das máquinas. Tal como o nome sugere, o Processamento de Linguagem Natural, ou PLN, consiste em um conjunto de técnicas computacionais que buscam a análise e a representação natural de textos para transformá-los, da linguagem humana, em comandos para diversas aplicações tecnológicas.

O Processamento de Linguagem Natural segue passos oriundos da análise linguística. Dessa forma, ao alfabetizar uma máquina a compreender a linguagem humana, a PLN o ensina a fazer análises sintáticas e morfológicas das frases, a extrair informação, realizar resumos e, em muitos casos, a entender o que, de fato, foi comunicado pelo usuário.

Se a técnica só começou a receber holofotes agora, podemos voltar algumas décadas para encontrar suas origens. Já na década de 40, encontramos as primeiras tentativas de máquinas de tradução. Durante a Segunda Guerra Mundial, cada minuto era precioso para entender os códigos do lado inimigo. Alan Turing, famoso matemático e considerado o pai da computação, foi um dos primeiros a estudar a inteligência artificial que daria origem ao Processamento de Linguagem Natural. Já em 1950, ele publicou o artigo “Computing Machinery and Intelligence”, que propunha o que hoje conhecemos como teste de Turing, uma espécie de conjunto de parâmetros para a definição de inteligência de uma máquina, ou seja, sua capacidade em assumir uma cognição intelectual próxima a de um humano.

A partir do seu trabalho, surgiram as primeiras tentativas de algoritmos que soubessem compreender e reproduzir a linguagem humana. Em 1954, a IBM, em parceria com a Universidade de Georgetown, desenvolveu um algoritmo que conseguia traduzir mais de sessenta frases do russo para o inglês. O trabalho ainda foi feito de forma rudimentar, com o uso de cartões perfurados nas máquinas que antecederam o que conhecemos como computador. Mas já foi considerado um grande passo rumo ao que está nas nossas mãos hoje.

Na década de 60, ainda tivemos o ELlZA, considerado o primeiro chatbot existente, e que consistia em um script que buscava simular uma consulta ao psiquiatra, com a máquina reagindo, ao que era digitado pelo usuário, com perguntas e respostas típicas  de um especialista. Mas é na década de 80 que a PLN começa a nascer, com o avanço da computação como conhecemos hoje. Já temos a criação de bancos de dados que substituíram, em grande parte, os vieses humanos das mediações realizadas diretamente pelos programadores e, durante a década de noventa, as máquinas já eram capazes de compreender situações complexas da linguagem humana.

Hoje, a PLN está cada vez mais onipresente nas atividades humanas, principalmente em tempos de transformação digital. Na internet, estamos rodeados por diversos processos que trabalham com a automação de texto, técnica que ocorre graças ao Processamento de Linguagem Natural.

Como usar o Processamento de Linguagem Natural a nosso favor?

Antes de identificar de que forma o Processamento de Linguagem Natural está presente no nosso dia a dia, é importante entender o seu funcionamento. Basicamente, podemos identificar os seguintes níveis da PLN:

  • Som: em que há um trabalho fonológico com a linguagem humana, compreendendo como são ditas as palavras. 
  • Morfologia: a busca por interpretar os morfemas, estruturas mínimas que ainda não compõem uma palavra, mas já contêm significados. 
  • Léxico: é o trabalho de interpretar o significado individual das palavras. 
  • Semântico: quando é a vez de entender o significado de uma frase. 
  • Discurso: quando há a análise e uso, por parte da máquina, do significado de um texto completo. 
  • Pragmático: a capacidade da máquina em interpretar e criar significados que estão nas entrelinhas das composições textuais. 

Hoje, além dos assistentes de voz, encontramos o Processamento de Linguagem Natural em diversas formas, no nosso dia a dia:

  • Sua caixa de e-mails cada vez mais inteligente: no lixo eletrônico você identifica um padrão de spams, que facilita o descarte das mensagens? Agradeça ao filtro Bayesiano, uma técnica da PLN que, a partir da comparação de palavras mais comuns em mensagens, identifica o que é lixo eletrônico. 
  • Conversão da fala em texto: já aprendeu o truque da transcrição sem digitar um caractere sequer (se você ainda não ouviu falar, abra um docs do Google e tente),pois o computador está fazendo o serviço para você? Temos, acionadas, ferramentas 
  • Busca inteligente: sabe quando você está em um site e, ao começar a digitar um tópico de interesse, já depara-se com resultados sugeridos para você (e que, muitas vezes, correspondem ao que você procura)? São métodos de modelagem, extração e categorização de conteúdos que só acontecem graças à PLN. 
  • Tradução automática: e aquela frase em francês que queremos tatuar no braço. Como ter certeza do seu significado correto, quando não temos um dicionário em mãos? A tradução automática que encontramos no Google Tradutor só é possível graças aos algoritmos que são regidos pelo Processamento de Linguagem Natural, que apesar das dificuldades ao esbarrar no conflito entre gramáticas de idiomas tão diversos, em muitos casos consegue chegar a resultados que conseguem, no mínimo, nos situar diante de uma frase que, até então era apenas um amontoado de palavras e sílabas sem sentido. 
  • Internet das Coisas: conversamos com assistentes de voz, temos aplicativos conectados no carro, nos portões e até mesmo nos relógios. Conseguimos acioná-los por comandos simples que trafegam por uma linguagem para a qual, ao final, todos nós somos capazes de respondê-la. 
  • Chatbots: são os famosos programas que podem conversar por aplicativos de celular ou em plataformas nas redes sociais. Queridinhos dos e-commerces, seu funcionamento só é possível graças à capacidade da PLN em desenvolver sistemas complexos de conversação e entendimento das mensagens recebidas pelos usuários.

O Processamento de Linguagem Natural pode aparentar ser complexo à primeira vista, mas sua presença no nosso dia a dia é um exemplo de que é possível, e necessário, estar atento às suas possibilidades. Vai chegar o momento em que ter um chatbot poderá ser muito mais do que estreitar o relacionamento com o cliente, por exemplo, mas desvendar insights que podem fazer a diferença diante de um mercado cada vez mais imerso na transformação digital. 

Respira… Um curso de oratória pode ser a solução para você

Vamos ressignificar o seu medo de falar em público? Basta olhar sob uma nova perspectiva: às vezes, o que você tem nada mais é do que uma certa insegurança para saber por onde começar — e isso mexe, especialmente, com sua obsessão pelo perfeccionismo. Um curso de oratória pode entregar a bússola que você precisa para chegar mais perto dos palcos. No Tipo Pitch, a SPUTNiK ajuda a despertar o orador que existe em você. Em um dia, apresentamos as ferramentas para construir, no discurso, aqueles efeitos especiais que vão garantir que a história que você conta para a audiência dispare faíscas de encanto e de engajamento. 

A seguir, vamos desconstruir a ideia de que falar em público não é para todos. Puxe o ar com todas as suas forças e comece a soltá-lo devagar: ter uma boa oratória envolve prática e, sobretudo, muita concentração e controle sobre o que você está prestes a compartilhar.

Afinal de contas, o curso de oratória é uma prática que antecede, até mesmo, o surgimento da leitura.

Todos nós, em algum momento, deveríamos ter acesso a um curso de oratória. Afinal, ela desenvolve um conjunto de habilidades que, por vezes, passam batido do nosso dia a dia, mas sempre são lembradas por nós quando mais precisamos. A oratória não é apenas uma habilidade comportamental para seduzir plateias: também é uma ciência que mistura arte, comportamento e, até mesmo, a forma como nos relacionamos com o corpo. Não é à toa que ela já estava presente lá nos primórdios da saga da Humanidade para construir os campos pilares do seu Conhecimento. 

É sabido a data e o local do primeiro manual de oratória da História: século V a.C., em Saracusa, na Sicília (atual região da Itália, mas, na época, território do Império Grego). A dupla de gregos Tísias e Corax desenvolveram um manual que pudesse acompanhá-los naqueles que são tidos como os primeiros projetos de curso de oratória. Afinal, à época, era muito comuns as brigas por propriedades de terra, entre a população e o governo, e os advogados assumiam um papel de destaque na sociedade. Para manter o status, contratavam aulas de retórica (aquela famosa arte de convencer o público) que, entre outras coisas, traziam lições valiosas de oratória.

Logo depois, as lições de Aristóteles sobre o tema foram eternizadas, como estudo científico, por seu discípulo Platão. Aqui, já observamos que a oratória ganha um corpo de ciência graças a um lado voltado às suas normas e técnicas, e a capítulos do filósofo que são relacionados a questões mais subjetivas, como dicas para desenvolver ligações emocionais entre quem discursa com o público, como o domínio do despertar do carisma e da empatia.

Na Roma Antiga, com a consolidação da República, o acirramento das disputas políticas, para cativar o voto da população, levou estudiosos a desenvolverem técnicas que, na Idade Média, seriam aperfeiçoadas e também contemplariam questões como dicção, tom de voz e expressões corporais, uma vez que, antes, as primeiras vertentes da ciência ainda estavam muito voltadas ao relacionamento entre orador e público, além do contexto cultural e político em que a comunicação era realizada. E com o passar dos séculos, a oratória deixou de ser uma ciência disponível apenas para a elite, tornando-se cada vez mais acessível para outras camadas sociais. E ganhou ainda mais corpo a ideia de que, quase sempre, a prática supera uma possível inclinação natural (ou dom) para falar em público: qualquer um que tiver um curso de oratória à disposição, e muita disciplina para fazer a lição de casa, estará pronto para ser um líder em todos os seus discursos.

Durante a História, também observamos como experiências de curso de oratória levaram grandes personalidades à perda do medo e, consequentemente, realizaram grandes discursos em acontecimentos emblemáticos. Um grande exemplo é o rei Jorge VI (1895-1952), que, na Inglaterra prestes a entrar na II Guerra Mundial, precisou assumir o trono repentinamente após a abdicação do irmão e, vítima de gagueira, contrata um fonoaudiólogo para ajudá-lo a perder o medo de falar o público, e a realizar com maestria alguns discursos notáveis, como os proferidos no rádio assim que a guerra começa. A história foi imortalizada no filme O Discurso do Rei, que ganhou diversos prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Filme(2011). Um exemplo de que autoconhecimento e inteligência emocional são aptidões que todos nós precisamos desenvolver, principalmente quando associadas à arte de contar histórias.

Principais habilidades desenvolvidas em um curso de oratória

Para ter certeza de que este é o momento certo para contratar um curso de oratória, que tal conhecer os principais benefícios desse tipo de aprendizado? Uma ciência transdisciplinar, a oratória, conforme já mencionamos, traz vantagens que afetam o modo como nos posicionamos no mundo, da cabeça aos pés.

  1. Storytelling

Comunicar, com a arte da oratória, é uma forma de compartilhar uma das maiores paixões dos humanos: histórias. Aprender a se expressar também envolve construir um roteiro que vai trazer dados, emoção e empatia na medida certa. Seus minutos no palco, com o curso de oratória, transformam-se em um pequeno espetáculo que vai prender a atenção do público do começo ao fim. Apresentação, coerência da história e até mesmo a combinação de outros recursos com a sua fala são alguns dos elementos técnicos trabalhados durante um curso de oratória. 

  1. Controle da entonação da voz

O equilíbrio da voz é muito importante para transmitir segurança a proximidade com o público. O curso de oratória ensina quais são os níveis vocais ideais para prender a atenção e, ao mesmo tempo, quebrar barreiras com a audiência, aproximando-a do conteúdo e, claro, de você. 

  1. Qualidade vocal

Para não perder o fôlego durante a apresentação, o curso de oratória vai ensinar como criar uma rotina de cuidados diários com a voz, fazendo com que você desenvolva uma outra relação com uma das suas ferramentas de trabalho mais importantes. 

  1. Expressão corporal: 

Onde ficam as suas mãos enquanto fala? Uma gesticulação exagerada e uma postura relaxada podem tirar a credibilidade logo nos primeiros minutos no palco. Uma das principais lições do curso é, portanto, calibrar a forma como seu corpo comunica, para que esteja sintonizado com a voz e com a história que você quer contar.  

  1. Autoconfiança:

Ao perceber as mudanças do seu discurso durante as aulas, você vai perceber como um curso de oratória também é um bom caminho para desenvolver a sua própria autoestima. Se antes você fugia dos palcos, vai ficar correndo o risco de virar o famoso zé palestrinha(mas,cuidado, que falar demais, como todos os exageros da vida, também atrapalha). 

  1. Proximidade com o público:

O curso de oratória vai ajudar a estabelecer ligações emocionais com a audiência. Ao final da apresentação, será como se ela estivesse diante de um velho amigo seu: você e a história que permitiu que seu público também se apropriasse dela como sua. 

  1. Memorização: 

Esqueça a famosa cola. Um orador confiante apresenta o discurso como algo seu em todos os detalhes. E ,um deles, e que não passa despercebido da audiência, é a prova do quanto você conhece, ou vive, o que está comunicando. No curso de oratória, são desenvolvidas técnicas para ter o roteiro mais do que programado na sua mente, de modo que as palavras apenas fluam quando for a vez de proferi-las, sem aqueles momentos constrangedores de pausa, em que nada do mundo ajuda a resgatá-las da lembrança.

Essas são habilidades que um curso de oratória pode dar conta facilmente. Mas, até lá, também encontramos opções diversas que podem nos aproximar do resultado, enquanto não temos a melhor ferramenta em mãos.

Até lá, o que podemos fazer?

Então, não consegue começar um curso amanhã? Há algumas técnicas que podem ajudar a dar o primeiro passo para vencer o medo.

Faça do espelho o seu melhor amigo

Imagine situações fictícias em que você precisa assumir o comando e compartilhar uma apresentação com o público. E se olhe no espelho. Não tenha medo de encarar o próprio reflexo. Olhe nos próprios olhos, alternando isso com o estudo de como todo o seu corpo se posiciona enquanto você fala. Ao mesmo tempo em que conhece melhor seus erros e suas qualidades, você aprende a construir sua própria presença, ao mesmo tempo em que torna mais fácil a tarefa de encarar uma pessoa enquanto defende sua própria história.

Desperte a imaginação — e aprenda a ser um bom orador, brincando

A timidez ainda assombra? Pratique teatro ou aulas de canto e, de preferência, com outras pessoas. Isso ajuda a desenvolver ligações emocionais que vão mostrar a importância de estabelecer empatia e confiança com a sua audiência. Ao mesmo tempo, a arte aguça a sensibilidade e amplia nossa visão de mundo, o que nos torna mais confiantes e apaixonados pela vida e todos os desafios que ela apresenta — inclusive a de compartilhar histórias com outras pessoas.

Cuide bem da sua voz

Evite tomar líquidos gelados todos os dias. Não arrisque a sua saúde e, consequentemente, a sua garganta ao se expor em ambientes de clima frio sem um agasalho. E busque por exercícios vocais que caibam na correria do dia a dia. Um exemplo é a prática da nasalização: pressione, com força, as narinas com a ajuda dos dedos polegar e indicador e, com a boca fechada, imite o zumbido de uma abelha. Faça isso por cerca de um minuto e com séries de repetição de três a quatro vezes, com intervalos de trinta a quarenta segundos. É uma atividade que vai ajudar a aquecer a voz, e deixar as cordas vocais ainda mais saudáveis.

A arte de falar em público pode ser conquistada após muitos episódios de bloqueio ou de apresentações nem tão bem-sucedidas assim, mas um curso de oratória pode mostrar o caminho das pedras em situações em que, nem sempre, podemos esperar muito, como uma entrevista de emprego que pode ser aquele divisor de águas da sua trajetória profissional. Ou a chance de palestrar em um evento que pode trazer uma repercussão inesperada (e muito desejada) para a sua carreira. Ou, até mesmo, uma mudança repentina de papéis dentro da equipe, em que, do colaborador caladão que só fica diante do computador, será a sua vez de segurar o microfone. Em todos os casos, não perca tempo, e assuma o compromisso de encontrar o tom para a melhor versão da sua história. 

Você empurra tarefas dia após dia? Entenda o que é procrastinação

Manter os níveis de engajamento lá no auge não é uma tarefa fácil. Vivemos em um mundo hipersensorial, que nos agita com excesso de sons, imagens, palavras e, sobretudo de informação. Como manter o foco? No Flow, a equipe da SPUTNiK ajuda a fazer do tempo o nosso melhor amigo. Aqui, a gestão do tempo é o segredo para uma equipe mais produtiva e feliz — e que vai para casa cedo, sem culpas.

A seguir, conheça um pouco sobre uma velha conhecida: a procrastinação. Mas, calma, aqui, sabemos por onde correr. Vem com a gente.

SPOILER: Procrastinação não é Preguiça

É a tela em branco. A conversa que nunca acaba na mesinha do café. É o soninho depois do almoço. Os testes de personalidade da internet ou, até mesmo, o horóscopo do dia. A procrastinação não tem hora nem formato próprio. Ela chega em peso e, quando menos esperamos, rouba as nossas horas e a nossa produtividade. Podemos defini-la como aquele estado letárgico em que temos mil ideias e tarefas na cabeça, mas nada na mãos para começá-las, inclusive aquele impulso tão necessário que, muitas vezes, chamamos de motivação, ou iniciativa.

Até parece que a procrastinação é um fenômeno nativo dos nossos tempos, não é mesmo? Afinal, estamos na era das maratonas de série, dos podcasts infindáveis, das newsletters e de outras fontes de conteúdo que, de fato, competem com nosso tempo produtivo de trabalho. No entanto, a procrastinação é uma velha amiga da Humanidade, sendo alvo de estudos durante séculos.

Navegando um pouco para alguns séculos atrás, é sabido que um dos maiores gênios da História, Leonardo da Vinci, era um grande procrastinador: movido pela curiosidade e pelo perfeccionismo, o intelectual dedicava mais horas buscando o âmago das questões que circundava suas obras artísticas e científicas do que as executando. No seu pescoço, sempre carregava consigo um caderninho para anotar as diversas ideias que carregava para cima e para baixo. O apreço por divagar, no entanto, não impediu que Da Vinci deixasse, para a Humanidade, um legado que até hoje salta aos olhos, desde a Monalisa até seus estudos em diversas áreas do conhecimento.  Nesta página, inclusive, encontramos histórias de outras personalidades que também estabeleceram uma relação tempestuosa entre sua produtividade e o tempo e, ainda assim, produziram obras-primas em vários campos.

Se a procrastinação, nesses casos, pode ser considerada um sinônimo de uma busca desenfreada pela perfeição (e que já começa sem vitórias), é hora de contar sobre o seu lado devastador — e do qual precisamos focar nos próximos parágrafos. Afinal, não estamos diante de uma crise generalizada de preguiça. A procrastinação, na verdade, abre caminhos para vários problemas que carregamos dentro de nós.

No TED Por dentro da mente de um mestre na procrastinação, o escritor Tim Urban conta suas experiências com a procrastinação de forma bem-humorada, mas bem daquele jeitinho que sabemos, em que um riso esconde uma lágrima. É impossível não se identificar com a figura do Tomador de Decisões Racionais, que existe no nosso cérebro, sendo influenciado pelo Macaco das Gratificações Instantâneas a abandonar o volante, entregando-o para o nosso amigo que vai, aos poucos, nos conduzir para um caminho muito distante da realização de nossas tarefas, o que Urban chama de Parque Obscuro, ou seja, a realização de atividades prazerosas em momentos inadequados e que, ao final, nos leva a uma sensação de ansiedade e de culpa. Até que o Monstro do Pânico chega, avisando sobre nossos prazos apertados e de como ainda estamos a quilômetros de distância da conclusão das nossas tarefas e, desesperado, tenta nos colocar no caminho certo antes que o tempo acabe.

Então chegamos, portanto, na rota, tal como define o especialista no tema, o psicólogo Timothy Pychyl, na lacuna entre a intenção e a ação. O mesmo estudioso alerta, inclusive, que estamos diante de um mal que afeta não apenas nossos compromissos sociais, mas nossa saúde física e mental.

É importante compreender o que pode nos levar à procrastinação. Cada caso é um caso, mas encontramos alguns sintomas que podem ajudar a entender o que está acontecendo:

Perfeccionismo — a síndrome do momento ideal

Tal como acontecia com Da Vinci, podemos estar sofrendo de alguma mania por buscar algo que não vamos encontrar: o ponto perfeito para nossa tarefa. Mas não há momento ideal. Antes feito, do que perfeito.

Angústia diante de grandes responsabilidades

É uma síndrome do impostor que nos acomete. De repente, nos convencemos de que não somos capazes, e ponto final. Quando nos delegam grandes tarefas, buscamos atalhos para não realizá-las. Podem ser desde uma preparação sem fim — e, quase sempre, injustificável — ao que não vamos começar nunca ou, até mesmo, uma busca por lamentos ou outros recursos que possam, até o fim, nos afastar ao cumprimento das atividades. No fundo no fundo, é o medo de crescer ou de não ser capaz de encarar a vida de frente. Ou falta de trabalhar a nossa autoestima diante de momentos decisivos de transição na nossa vida. 

Problemas emocionais ou com a saúde

Aqui, chegamos, inclusive, ao que podemos identificar como o verdadeiro toque na ferida. Muitas das crises de procrastinação que nos acometem ocorrem por causa de nossa dificuldade em gerenciar diversas emoções negativas. O que justifica, também, por que não consideramos a procrastinação como uma crise generalizada de preguiça. Aqui estamos diante de um problema que está muito mais próximo a um sintoma de que algo não vai bem na saúde. Um estudo da Universidade de Leuphana identificou que a nossa capacidade de lidar com emoções negativas, podem estar diretamente ligadas a uma capacidade de resistência diante da procrastinação. Algo que, em momentos difíceis da nossa vida, seja por acontecimentos ou, até mesmo, por problemas de saúde que afetam nosso bem-estar mental, são quase impossíveis de ser gerenciados. Ou seja, não é a nossa culpa. Mas é um sintoma de que algo não vai bem e de que está na hora de buscar ajuda.

Modos de driblá-la

E terminamos com uma boa notícia: hoje, a procrastinação é reconhecida como algo tão presente no dia a dia de todos que não faltam ferramentas e outros inputs para combatê-la. Trouxemos algumas delas que vão ajudar de diferentes formas, acionando áreas distintas do nosso corpo e da nossa mente:

  1. Em primeiro lugar, o reconhecimento facial: é qual tipo de procrastinação, mesmo? 

A procrastinação, como sabemos, é muito parecida com a preguiça, mas, é muito mais do que isso. Ela possui diversos níveis de complexidade, e é preciso saber identificá-los para tomar a medicação mais adequada. O atraso da tarefa, por exemplo, pode ser inevitável, ou seja,  sobrecarga de atividades, necessidade por mais informações para a execução e outros problemas tornou inevitável a perda do controle sobre a situação. 

Também temos a situação em que a procrastinação vem por causa de um desejo (e um tanto perigoso, digamos), de adrenalina, em que a pessoa de fato gosta de deixar tudo para última hora. Há também um sentimento de vício para ter o Macaquinho das Gratificações Instantâneas ao nosso lado o tempo todo, ou seja, uma procrastinação que ocorre porque não conseguimos abrir mão de nossos prazeres em primeiro lugar.

E, finalmente, temos a procrastinação que é filha dos nossos problemas psicológicos e aqui cabe entender  as emoções e julgamentos individuais que estão dando espaço para ela. Para Fuschia Sirois, professora e psicóloga na Universidade de Sheffield, no Reino Unido, uma situação recorrente é a fuga do humor, em que adiamos tarefas porque não conseguimos driblar sentimentos negativos. E, aqui, é muito importante medir se não é o momento de pedir ajuda.

  1. Então dê o primeiro passo

Sabe todas as manhãs, quando encontramos aquela dificuldade para sair da cama? Não sentimos uma sensação de vitória quando conseguimos sair do loop da sonecar e, finalmente damos o primeiro passo em direção ao novo dia? Procure fazer a mesma coisa com a procrastinação. Dê um primeiro impulso que, com certeza, você vai entrar em um modus operandi de trabalho sem fim. O segredo aqui, é agarrar-se em tarefas pequenas, que, a princípio, não vão despertar o macaquinho compensador do seu eu. Quando você menos esperar, já estará no próximo nível de dificuldade da tarefa. E não encontrará freios para concluir sua tarefa. 

  1. Estabeleça estratégias de combate 

Faça uma lista mental, se possível também escrita, do que pode acontecer se você não entregar suas tarefas. Terá perdas emocionais e financeiras? Não vai curtir a breja do fim de semana, pois a mente ainda estará presa à atividade que não conseguiu concluir? É um exercício para lembrar o quão tortuoso ficamos quando estamos presos no Parque Obscuro. Uma ótima desculpa para deixar a procrastinação de lado.

  1. Adote o Mindfullness como mantra

Uma das técnicas mais utilizadas para combater stress, ansiedade e outros problemas de saúde crônicos, o mindfullness também pode ser um poderoso aliado no combate à procrastinação. Adote exercícios em que você possa sentir, e estudar, a sua respiração, por meio de práticas de meditação que, aos poucos, vão ajudar a ter mais foco e concentração diante dos barulhos do cotidiano. Hoje, há vários exemplos de exercícios no Youtube que podem servir como uma introdução da prática. Se jogue.

  1. Use e abuse da tecnologia: adote aplicativos de gestão de tempo

Encontramos diversos aplicativos de tecnologia no mercado, que adotam vários conceitos de gerenciamento de tempo. Um dos mais populares é a prática do Pomodoro, que consiste repartir tarefas em intervalos de tempo.

Seguem alguns exemplos de aplicativos: 

  • Be Focused (iOS)
  • Meu Pomodoro (iOS e Android)
  • Flat Tomato (iOS)
  • Cuckoo (iOS e Android)
  • Focus Timer Reborn (Android)
  1. Não se reprima 

Ainda assim, não consegue encontrar o foco? Não se culpe. Não caia na armadilha  de, a cada momento de fracasso, considerar-se o maior perdedor do mundo. Uma dica é tentar externalizar esses momentos, entender como eles aconteceram. Pare, respire, anote. E cole em post-its na parede do quarto, ou até mesmo do escritório. Serão recados amigáveis de que, na última vez, sua procrastinação foi o impedimento para um dia útil ou satisfatório. E que você, dessa vez, terá mais forças para pará-la.

  1. Imagine o seu eu do amanhã e comemore quando alcançá-lo 

Aqui, deixe a imaginação voar quando você não encontrar um bom argumento pessoal para combater a procrastinação. O que você ganha ao não realizar as atividades? Nada, não é mesmo? Mas, e o outro lado: quais são os benefícios: não tenha medo de pensar nas coisas boas que você ganhará a curto e longo prazo. Estamos diante de uma fantasia que só depende de você para que ela saia do papel.

A procrastinação pode ser um elefante azul na sala, mas admitir que ela está entre em nós é o primeiro passo para criar coragem de pedir, por gentileza, que se se retire. É um caminho árduo que envolve altos e algumas recaídas, mas, quando estamos falando de nossa saúde física e mental, não há tempo a perder: logo, não deixe para amanhã para cuidar da procrastinação de hoje.