O sonho da Universidade Corporativa própria

A receita de bolo já está dada: se uma determinada empresa visa o crescimento coletivo, investir no capital humano é parte inegociável do plano. Por isso, 2019 cimentou as Universidades Corporativas como pilares fundamentais para marcas que não querem ficar fora do jogo. Verdadeiros laboratórios de aprendizagem, as UCs são espaços estratégicos de desenvolvimento para colaboradores, fornecedores e até mesmo para clientes. 

Nesse contexto, apostar em internalizar o processo, em trazê-lo para dentro dos próprios ambientes de trabalho, foi um grito de alforria do universo corporativo frente às instituições de ensino superior tradicionais. Mais autônomas, as empresas tomam as rédeas de seus próprios negócios e criam unidades — presenciais ou online — de acordo com suas necessidades e com as demandas de seu quadro de colaboradores. É uma iniciativa-chave para, no fim das contas, posicionar-se à frente na corrida competitiva em que o conhecimento exigido dos profissionais muda a galope. 

Na SPUTNiK vemos o treinamento de pessoas como uma jornada de autoconhecimento — dos colaboradores e da própria marca.

E se lá atrás as UCs surgiram para preencher lacunas de hard skills, aos poucos novas demandas passaram a desafiar a forma como nos desenvolvemos profissionalmente. A transformação digital que tanto falamos, aliás, foi a aceleradora deste processo. 

Conhecer as regras para depois quebrá-las

First things first: antes de entender como adaptar a Universidade Corporativa ao formato do seu negócio, é preciso entender como esse sistema de ensino funciona. Mais que uma universidade, o objetivo da UC é ser uma ferramenta estratégica voltada aos objetivos de determinado negócio. Ou seja, na prática, isso quer dizer que os benefícios irradiam para todos os lados — desde os colaboradores, passando pelas lideranças e chegando à empresa como marca. Retenção e desenvolvimento de novos talentos, estímulo a um ambiente corporativo mais saudável e aumento das vantagens competitivas são apenas algumas das benesses que esse sistema pode trazer. 

Com as bases já bem construídas, podemos, enfim, pensar em começar a quebrar os muros. Expandir o olhar é um primeiro passo: em vez de oferecer treinamentos engessados, em que o objetivo primeiro e único é otimizar o trabalho do profissional, por que não investir numa formação mais ampla, que olhe para o ser humano que há por trás de cada crachá? Times mais felizes, sabemos, trazem mais resultados. Outro caminho é inovar na forma de entregar o conhecimento que desenvolverá competências essenciais nos times. Mesmo estando alinhada à missão de uma determinada empresa, nada impede que a UC propague aquele jeito quadradão de ensinar. Aqui na SPUT, nosso propósito é provocar mudanças no universo corporativo por meio de uma educação criativa e disruptiva. Porque não faz muito sentido espalhar conhecimento por aí se não for de forma leve, divertida e, claro, com muita mão na massa. 

Imersão disruptiva criada especialmente para aula com times do setor de fraudes do Mercado Livre

Se não agora, quando? 

Já é fato consumado que a nova economia pede uma revisão do modelo corporativo atual e que uma Universidade Corporativa pode ter papel fundamental nessa transformação, mas será que há momento correto para colocar a iniciativa de pé? Mariana Achutti, founder e CEO da SPUTNiK, diz que investir nas jornadas de aprendizagem é o único caminho possível para que equipes desenvolvam as habilidades do agora. “Investir em capacitação é não só uma certeza de retorno financeiro como também uma possibilidade de ver a inovação tão desejada acontecer de fato. E para isso não tem um momento ideal. Podemos falar, claro, em algumas circunstâncias mais apropriadas — como disponibilidade de recursos financeiros para educação — ou até em um certo grau de amadurecimento e abertura da empresa para temas relevantes que precisam ser desenvolvidos, mas a verdade é que não podemos continuar cobrando do profissional de hoje algo que ele não foi ensinado. E é aí que o universo corporativo tem um papel quase que social de formar esse novo profissional. Sem deixar para amanhã, sem esperar condições perfeitas para fazer essa transformação acontecer”, explica. 

O futuro não espera e quem fomentar reflexões alinhadas aos valores contemporâneos entre os seus sairá muitíssimo à frente. E o melhor é que apostar nas UCs é uma equação ganha-ganha: a empresa ajuda a preparar pessoas para o mundo e, em contrapartida, mais felizes, os times passam a olhar para o mesmo horizonte da empresa. Parece promissor, não parece? 🙂 

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