Transformação digital: nesse mar de novidades, o que, de fato, sua empresa pode fazer?

Reuniões por call, aplicativos corporativos, fluxos de produção desenhados e monitorados pelo kanban. Nada disso seria possível sem a transformação digital. A verdade é que ela já assina as maiores mudanças dos nossos tempos há décadas, desde a primeira vez em que uma máquina de escrever foi trocada por um computador em um escritório que, de bolinhas de papéis no chão, passou a ter vários disquetes nas suas mesas. Mas hoje ela exige um lugar de mais destaque à mesa e não é qualquer um que pode sentar ao seu lado. A sua empresa está preparada? Consultorias, cursos e outras iniciativas podem ajudar nessa transição. O Wild Wild Tech, por exemplo, propõe preparar as empresas para o novo presente — nada de futuro, tudo acontece agora — da transformação digital. Durante um dia inteiro de imersão, a equipe da SPUTNiK leva o seu time a um passeio pelas possibilidades de usos e de ressignificações que podemos fazer com a tecnologia, apropriando-a para reinventar nosso jeito de fazer a diferença. 

A seguir, contamos por que está muito além do hype a necessidade de incorporar um pouquinho mais a transformação digital na correria do escritório.

Por que a transformação digital tem em mãos a chave para o futuro do trabalho?

Se sua empresa ainda não se sente totalmente imersa na transformação digital, ela não está sozinha. No mundo todo, pequenas, médias e grandes corporações ainda encaram diversos desafios para estabelecer uma relação mais natural com os impactos causados pela tecnologia. Aqui no Brasil, por exemplo, uma pesquisa da consultoria Softex, “Prioridades dos Executivos de Tecnologia da Informação e Comunicação brasileiros para Transformação Digital”, constatou que uma a cada quatro empresas está na fase de maturidade em relação às mudanças tecnológicas. Isso significa que 73% das empresas entrevistadas admitiram que ainda estão iniciando o processo.

Mas o que define uma empresa preparada para a transformação digital? Temos alguns pontos principais:

  • A inovação começa em casa
    Na mesma pesquisa da Softex, encontramos uma boa notícia: há uma percepção firme sobre a necessidade de usar o time interno como protagonista do processo – o que significa que há o reconhecimento da importância do desenvolvimento do time por meio de uma preparação personalizada à cultura da empresa. Assumir que a mudança deve ser protagonizada pela equipe é o primeiro passo, uma vez que isso abre possibilidades para um modo personalizado de viver a experiência da cultura digital. Isso reforça a cultura da empresa e, ao mesmo tempo, aumenta seu valor competitivo estratégico diante das concorrentes que ainda não adotaram o mesmo mindset.
  • Automatização e digitalização dos processos
    A transformação digital está possibilitando um processo valioso de separar o joio do trigo. Aqui, as empresas estão reavaliando a forma como conduzem boa parte de seus processos, beneficiando-se da tecnologia para um relacionamento mais produtivo com os seus dados e com as próprias entregas das equipes.
     
  • Foco no omnichannel
    Há uma clareza sobre a necessidade do cliente em entrar em contato com a marca por seus diversos canais, mas todos eles precisam falar o mesmo discurso, como se fossem um só. Isso reforça o seu posicionamento e a torna mais dinâmica e próxima do consumidor mas, para isso, é preciso desenvolver um mindset corporativo que abrace a experiência como um caminho necessário para a inovação da marca.

E agora? Como não ficar para trás?

Talvez haja um ar de ansiedade e urgência no texto até aqui, mas agora vamos fazer uma pausa. Esqueça os códigos, vamos focar em gente.

Isso porque o primeiro passo não está em prototipar o bot que vai ter a cara e a voz da sua empresa (até porque, dependendo do serviço ou produto oferecido por vocês, nem faz sentido criar um, não é mesmo?). Está em educar as pessoas que deverão receber a tecnologia de braços abertos e entender a educação não apenas como uma bateria de aprendizagens técnicas.

Já contamos para você que, em 2020, as habilidades mais disputadas pelo mercado serão as soft skills. São competências que andam lado a lado dos conhecimentos necessários para gerenciar o que há de melhor na tecnologia. Afinal, estamos falando de uma mudança que não é permanente e que sempre estará sujeita a reinvenções. O time precisa acompanhá-la, adquirindo uma capacidade mutável de aprendizado e adquirindo muito jogo de cintura para driblar as próprias emoções e a dos companheiros diante de situações complexas que são inerentes ao processo de transformação digital.

Do outro lado da ponta, também temos a figura do cliente. Se a transformação digital ainda é uma ideia tão abstrata, pense na experiência de quem é a principal razão de existir dos seus negócios. Hoje, com conceitos como a do Customer Success, é impossível ignorar o papel e a presença do público nos novos caminhos que devem ser abertos a partir dos impactos da tecnologia.

Separamos, a seguir, algumas dicas para pensar a transformação digital a partir das pessoas que vão vivê-las: você, sua equipe e o cliente.

1. Prepare a equipe em todas as frentes

Ofereça capacitações que tirem o time da cadeira e levem cada colaborador a ter um olhar sistêmico do próprio aprendizado. Procure treinamentos que vão abordar questões técnicas da transformação digital, sem deixar de lado a expertise que deve ser desenvolvida em relação ao fator humano no novo cotidiano impulsionado por essas mudanças. As Universidades Corporativas atendem a essas demandas ao oferecer uma trilha de cursos personalizada de acordo com a realidade da empresa, conectando inputs técnicos com soft skills de acordo com as necessidades da equipe.

2. Incentive a integração de áreas

Sua esquipe está em sintonia com as áreas que vão trazer a transformação digital para a linha de frente? Em outras palavras: como anda a relação da área de TI com as demais? Não são raras as situações em que elas ainda se encontram isoladas, gerando uma perda incrível de oportunidades. Um problema que não afeta apenas os colaboradores, mas também encontramos entre os próprios gestores, que muitas vezes não possuem o mesmo ponto de vista sobre o que é ter uma cultura organizacional já inserida digitalmente. Na pesquisa The Digital Challenge: Closing the Employee-Leadership Gap, enquanto 40% dos gestores e líderes sêniores afirmaram que sua empresa está adaptada à transformação digital, 27% dos seus funcionários entrevistados no estudo não possuem a mesma percepção da realidade e ainda encontram muitos gaps entre a empresa e a cultura digital.

Há muitas formas de driblar o problema. Integração é uma delas. Chame o time para uma conversa, realize práticas de team building, por exemplo, que movimentem todas as áreas. Tudo isso pode ajudar na criação de uma necessidade coletiva para que os olhares estejam convergindo para uma mesma realidade, a partir da qual será mais fácil descobrir em que página a empresa realmente está e o que falta para que ela escreva seu próprio capítulo como um hub de exemplo dos novos tempos e de inovação para o amanhã.

3. Pense na experiência do cliente

Hoje, o público busca serviços e produtos que estejam conectados à realidade em que estão inseridos. Ele reconhece esse momento nas maravilhas proporcionadas pela tecnologia digital — e vai exigir isso de suas marcas. Se o seu cliente já se acostumou com o bê-a-bá da inovação, é preciso se conectar à demanda. Faça um pente fino entre os serviços oferecidos e chame a equipe para pensar de que modo é possível testar novas possibilidades.

A transformação digital exige um olhar mais atento e célere às mudanças. No entanto, de nada adianta adotar um estado de alerta constante e que possa beirar à paranoia: todos os dias, as relações humanas são tão inovadoras quanto os bytes e os bots que essa nova era nos proporciona. E é preciso calibrá-la para encarar tantos desafios novos.

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