A pessoa por trás do profissional: se sua empresa quer crescer, precisa investir em treinamento e desenvolvimento de pessoas

Um laboratório híbrido e vivo. Como tubos de ensaio, as lacunas das skills que faltam para acelerar o impacto dos negócios. Dentro dos recipientes, experiências fluidas e que, misturadas, proporcionam resultados diversos e inusitados. Apesar do nome fazer alusão a um espaço estático e tradicional, as Universidades Corporativas apresentam um jeito novo e envolvente de aprender, que conecta o presente com o futuro. Na SPUTNiK, o treinamento e desenvolvimento de pessoas — que são parte da sua empresa — é uma jornada de autoconhecimento dos colaboradores e da própria marca. Embarque no passeio que oferecemos a seguir, contando tudo sobre como estamos lutando para fazer a nossa parte no ensino dentro das empresas.

Uma estratégia de treinamento e desenvolvimento de pessoas

Já vamos direto ao ponto: o que é uma Universidade Corporativa? Podemos defini-la como uma implementação de atividades dedicadas ao treinamento e desenvolvimento das pessoas que compõem uma organização. A iniciativa começou a partir do momento em que o mercado viu bater à sua porta a transformação digital, que impactou, e ainda impacta, negócios de diversos nichos. De repente, o ensino tradicional não acompanhava mais os desafios complexos do dia a dia corporativo.

Dessa forma, empresas passaram a contratar consultorias de ensino que oferecessem cursos para suprir capacitações técnicas que os colaboradores ainda precisavam desenvolver. Ao mesmo tempo em que investir no treinamento e desenvolvimento de pessoas passava a ser visto, inicialmente, de forma utilitária, hoje há o reconhecimento de que a prática de aprendizado, dentro da empresa, é uma forma de garantir uma vantagem competitiva estratégica imensurável, uma vez que educar, aqui, é fortalecer a cultura, missão e valores entre os colaboradores, entre outras vantagens que já apresentamos aqui.

E se o treinamento e desenvolvimento de pessoas começou como uma resposta para preencher lacunas de hard skills, aos poucos novas demandas passaram a desafiar, novamente, a forma como nos desenvolvemos profissionalmente. Do que estamos falando? Bom, já estamos chegando perto da data que foi objeto de um relatório que, agora sabemos, já não é tão apocalíptico assim: The Future of Jobs, do Fórum Econômico Mundial, elencou há quase quatro anos quais seriam as capacidades mais valiosas para o mercado de trabalho em todo o mundo. A previsão do relatório também era de que haveria uma mudança de 35% das competências da época para encarar os novos desafios a partir de 2020 — sim, esse ano que já já estará entre nós.

Seguem as 10 capacidades mais quentes para o futuro que, já já, será o presente que vivemos agora:

  1. Resolução de problemas complexos
  2. Pensamento crítico
  3. Criatividade 
  4. Gestão de pessoas 
  5. Coordenação 
  6. Inteligência emocional 
  7. Capacidade de julgamento e de tomada de decisões
  8. Orientação para servir
  9. Negociação 
  10. Flexibilidade cognitiva

Como podemos constatar, são características voltadas às soft skills. O relatório do Fórum acabou evidenciando, portanto, que estamos diante de uma era em que habilidades socioemocionais são carros-chefe de nossas relações com o trabalho. E como isso poderia ser trabalhado em práticas de treinamento e desenvolvimento de pessoas?

70 – 20 – 10: a fórmula do que realmente importa

O aprendizado como experiência contínua e personalizada. É uma das premissas da Universidades Corporativa, iniciativa da SPUTNiK que surgiu a partir de experimentações já realizadas em cursos da Perestroika para o público em geral. Sua metodologia tem como norte o conceito de Experience Learning, e está disponível, em formato open source, no site da Perestroika

Ao ser contratada por uma empresa, a equipe da SPUTNiK realiza um trabalho colaborativo de construção dos cursos da Universidade Corporativa. Cada trilha é montada de acordo com a realidade e as demandas da empresa. Ao mesmo tempo, é preciso encontrar um equilíbrio entre elementos hard e soft skills que precisam estar presentes nos cursos, desde que alinhados às dores e ao processo de jornada de aprendizado dos alunos. Um conceito que ajuda a entender essa é o trinômio 70 – 20 – 10: 70% do conteúdo dos cursos está voltado à prática, 20% ao desenvolvimento de habilidades sociais entre os alunos, e 10% a conteúdos tradicionais.

Designer de experiência da SPUTNiK, Laura Pena também destaca a importância do coeficiente de adaptabilidade que deve estar presente nas empresas, ou seja, a capacidade das equipes em aprender e reaprender constantemente. E que precisa reverberar a partir do momento em que, após o curso, o conhecimento deve ser aplicado e reaproveitado de outras formas.

“No final, tudo isso precisa contribuir para que a metodologia seja de fato efetiva, mas o mais importante é fazer com que os alunos levem o conhecimento para além do nosso contato, que apliquem tudo isso no seu dia a dia e se tornem polinizadores do conhecimento dentro do espaço em que estão inseridos, pois só assim vamos conseguir avaliar se houve a mudança de comportamento corporativa que os clientes estão buscando”, explica.

O treinamento e desenvolvimento de pessoas já não é mais um fator de ordem da casa. É um passaporte de sobrevivência para o futuro. CEO da SPUT, Mari Achutti acredita que o novo modelo de ensino também ajuda a ressignificar o próprio papel das empresas na sociedade. “Passamos mais de 17 anos estudando e toda cultura que tinha enraizada no mercado, e nas nossas relações sociais, caíram por terra. Hoje, as empresas possuem uma obrigação quase que social de mostrar que é possível aprender a trabalhar e dar essas habilidades aos colaboradores. O processo organizacional, seja por universidades corporativas, seja por treinamentos em workshops e palestras, acabam ganhando relevância por mostrar às pessoas como elas podem fazer acontecer diante de todas essas mudanças”, conclui.

A Universidade Corporativa deve ser uma experiência de calibragem entre hard e soft skills dos colaboradores. Um caminho para moldar uma equipe de alta performance e, ao mesmo tempo, desenvolver um time altamente envolvido com os propósitos do negócio, ciente do legado que está prestes a deixar para o mundo.

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