Para bom entendedor, meia palavra basta? Como inspirar pessoas com a sua melhor história

De repente, um minuto vira uma eternidade. É a reunião mais importante de todos os tempos, você seguiu o script, e, veja só, não só conseguiu vencer o deadline, como ainda possui alguns minutos de sobra. Mas a plateia ainda olha para você, calada, sem perguntas e com aplausos mornos após a apresentação. O relógio ainda está correndo, mas saber improvisar não é uma arte para todos. Nesse caso, o que fazer?

Essa situação seria evitada se houvesse um pouco mais de confiança sobre o conteúdo que está em suas mãos ou se, em outras palavras, você saísse da posição de mensageiro e construísse uma relação de dono com a história que está prestes a contar. Com uma intimidade que contagia quem estiver por perto. Mas nem tudo está perdido e estamos aqui para ajudar. A seguir, trazemos algumas dicas preciosas para que você não se perca pelo caminho e não se intimide diante do desafio de saber como inspirar pessoas. Respire fundo e vamos nessa.

Saber como inspirar pessoas deveria ser uma prioridade?

Conhecemos os fatos: estamos cada vez mais inseridos em uma cultura de dados. Mas ainda somos fisgados por histórias, principalmente por aquelas reais que, com um pouco de emoção, reviravolta e suspense, nos lembram que é a vida que imita a arte e não o contrário. Ou que cada um de nós possui todo um palco particular para viver de verdade aventuras tão ou mais loucas do que aquelas que estão nas sinopses das nossas séries favoritas do Netflix. Não é à toa que o storytelling, a prática de contar histórias, é uma palavra que praticamente virou jargão em muitos contextos de comunicação.

Logo, dentro de uma sociedade tão apaixonada por histórias, saber como inspirar pessoas não é assim tão complicado e pode ser um desafio delicioso de ser vivido. Mas antes de conseguir o tão desejado brilho no olhar da audiência, é preciso reencontrar-se com o próprio encanto diante do roteiro que está prestes a tirar do papel. É preciso se localizar como protagonista dentro do enredo que a plateia está prestes a conhecer com a sua apresentação. E nesse processo de auto(re)descoberta, permitir-se às surpresas da criatividade só vai enriquecer o material que tem em mãos.

Não se reprima — extravase suas emoções

Ser genuíno é o primeiro passo para cativar o público. Sua experiência foi árdua, implicou em dores, perdas e grandes aprendizados? Não esconda isso do público. Emoções autênticas são poderosas ferramentas de conexão e, mesmo que em um contexto corporativo, não existem amarras que possam reprimi-las. Afinal, estamos lidando com a arte de abraçar o storytelling para humanizar nosso relacionamento com a audiência. Transparecer como a história o impacta vai trazer o pulsar necessário para atingir o ouvinte, provocar empatia e, principalmente, mobilizá-lo para a ação, seja ao fechar um negócio ou realizar uma doação.

Dê vida à ideia no papel

Planejamento nunca é demais e aqui é fundamental pensar em cada passo para manter o controle do roteiro. Antes dos slides e depois de rever o seu lugar na história, passe para o papel os principais capítulos da saga que está prestes a compartilhar. Enumere a ordem cronológica dos acontecimentos, estabeleça um fluxo narrativo que brinque com as expectativas e com as surpresas da audiência. Construa os ganchos que vão manter o fio da meada e a atenção de quem está prestes a embarcar na sua história. Aqui, o ideal é pecar em excesso de detalhes para encontrar a ordem certa da apresentação. 

Identifique o calcanhar da sua resiliência

Transforme-se no personagem ou, melhor dizendo, no herói da história que está prestes a contar. Aliás, já ouviu falar na famosa jornada do herói? Criada pelo escritor e pesquisador Joseph Campbell, a teoria buscava identificar a estrutura narrativa de boa parte das histórias que compõem o repertório da humanidade. Na jornada do autor, o protagonista, ou herói, está inserido em uma estrutura narrativa de doze etapas que, basicamente, voltam-se para o chamado ao desafio, a ação, ao aprendizado e a resolução. Faz sentido, não é mesmo? Afinal, como inspirar pessoas sem apresentar uma história real marcada por um desafio de sete cabeças que quase botou tudo a perder mas que, graças ao protagonista (você mesmo), foi resolvida e teve seu final feliz?

Pense na dificuldade que marcou a fortaleza das suas atitudes em direção a uma resolução bem-sucedida da história. Permita que a dor comece a narrativa, fazendo com que a plateia a receba e a sinta durante toda a apresentação, mantendo os olhos atentos a todos os momentos da sua saga real.

Começo, meio e fim

Lá na Grécia Antiga, Aristóteles já nos ensinou a lição mais importante da arte de contar histórias. Todo arco narrativo tem três partes: uma introdutória (ambientação da história, apresentação de personagens e de contextos), a intermediária (revelação do conflito e do chamado ao protagonista) e fim (resolução do problema). Quando estiver planejando a sua narrativa, não se esqueça de encaixá-la nos três atos, de forma a fortalecer a coerência e a fluidez do que está prestes a usar para inspirar pessoas.

Encare a sua história como uma jornada — e convide a audiência para ser tripulante

Transforme sua apresentação em uma viagem emocionante para um mundo até então distante da audiência. Abuse de cores, sons e imagens em slides e, por que não?, nas palavras que vão dominar a sua narrativa. Faça das mudanças do arco narrativo em momentos que só tornam a jornada mais rica, valendo-se de palavras ou de um modo de contar que instigue, traga curiosidade e comova.

Seja conciso

Não, sua história não é mais importante do que o cronômetro. Respeite o relógio e assuma isso como uma forma de não perder sua audiência para o cansaço ou para o tédio. Aqui, pensar em ser conciso também ajuda a encontrar as frases e as palavras certas que, ao mesmo tempo em que garantem objetividade e precisão na narrativa, transforma-na em um texto magnético, que cativa a audiência com o “menos é mais” que sabe dizer tudo de forma cirúrgica e encantadora.

Há algo no seu Era Uma Vez que pode mover montanhas

As dicas por aqui levam a um fato que você já sabe: todos nós somos seres movidos por histórias. E as melhores são aquelas que, mais do que um final feliz, agitam nosso mundo interior, desafiam nossas certezas e nos convidam a escrever novas páginas em branco. Construímos uma conexão poderosa e revolucionária com quem estabelecemos um elo de admiração e encanto. Podemos sentir o mesmo quando chega a nossa vez de compartilhar as dores e as delícias da nossa própria jornada.  
Depois, a roda deve continuar girando e, imagine só, que mágico seria se nos deparássemos com hubs inteiros de pessoas impactadas, fazendo acontecer a partir do brilho no olhar que tiraram de outras histórias? Na SPUTNiK, por exemplo, temos uma preparação Tipo Pitch, que convida times de empresas a construírem frameworks de histórias que vão levar audiências a saírem da cadeira em busca de um mundo melhor ou tão próximo à magia que fez da sua jornada uma saga tão especial. Aqui, trabalhamos com a premissa de que um Era Uma vez envolve, inspira e move. Se você também acredita nisso, vem tomar um café com a nossa equipe.

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